Leveduras Personalizadas ® e a evolução durante a safra

As leveduras personalizadas  já são responsáveis por 8% da produção nacional de etanol

Leveduras personalizadas: Introdução

A Fermentec vem apostando na seleção de leveduras Personalizadas ® desde 2008 nos processos fermentativos. As leveduras Personalizadas ® são aquelas que aparecem no processo e possuem diversas vantagens. Por serem selecionadas no próprio processo da destilaria, elas estão adaptadas às condições industriais (seleção dirigida pelo processo), apresentam grande persistência e dominância, além de serem mais robustas porque têm elevado índice de implantação. Após quase 10 anos de trabalho, o número de destilarias que se beneficiam desta inovação chega a 18. Há destilarias que possuem duas, três e até quatro leveduras Personalizadas® para iniciarem a safra.

Objetivo

Monitorar as leveduras Personalizadas ®, que são utilizadas para iniciar o processo fermentativo, do início ao final da safra.

Material e métodos

O monitoramento e seleção das leveduras é realizado através de análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial durante toda a safra de produção de etanol.

Resultados e discussões

De 2008 a 2016 (nove safras consecutivas), monitorando e selecionando novas Personalizadas ®, foi possível reintroduzir tais leveduras em duas unidades (em 2008) até 18 destilarias (em 2016) conforme mostra a figura 1. Sendo que há destilarias que possuem mais de uma levedura Personalizada®, como a Adecoagro Angélica (FT1920L e FT1921L), a Colorado (FT1628L, FT1629L, FT1756L, FT2251L) e a Ipiranga Descalvado (FT2292L, FT2293L, FT2332L). Isso explica um número maior de leveduras em relação ao de destilarias (figura 1) sendo que, em 2016, um total de 26 leveduras Personalizadas ® foi reintroduzido em suas unidades de origem. As linhagens de leveduras Personalizadas ® são mais robustas, resistentes às condições estressantes e competem melhor com as contaminantes quando comparadas com as linhagens tradicionais. As linhagens personalizadas têm apresentado as maiores taxas de dominância e persistência em fermentações industriais, em comparação com leveduras selecionadas e a levedura de pão, como mostra a figura 2. Consequentemente, o processo de fermentação se mantêm mais estável durante toda a safra.

Figura 1. Número de destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e número de leveduras Personalizadas® selecionadas pela Fermentec e reintroduzidas nas respectivas unidades industriais durante nove safras consecutivas (2008 a 2016).
Figura 1. Número de destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e número de leveduras Personalizadas® selecionadas pela Fermentec e reintroduzidas nas respectivas unidades industriais durante nove safras consecutivas (2008 a 2016)
Figura 2. Taxa de Permanência média (%) ao final da safra, das leveduras selecionadas e Personalizadas® no processo industrial durante nove safras. Fonte: Clientes Fermentec que realizaram análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial de 2008 a 2016.
Figura 2. Taxa de Permanência média (%) ao final da safra, das leveduras selecionadas e Personalizadas® no processo industrial durante nove safras. Fonte: Clientes Fermentec que realizaram análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial de 2008 a 2016

Em 2016, 18 destilarias começaram seus processos fermentativos com linhagens de leveduras Personalizadas ®, que foram responsáveis pela produção de 2,27 bilhões de litros de etanol, representando 8,10% da produção de etanol do Brasil (CONAB, 2017). A figura 3 mostra a produção total de etanol das destilarias que utilizaram as Leveduras Personalizadas ® para iniciarem a safra. E tem mais algum motivo importante para a destilaria que justifique investir na seleção de uma levedura Personalizada®? Sim. Baseada nos parâmetros obtidos no Benchmarking, a Fermentec selecionou os valores de RTC das últimas cinco safras para comparar unidades que utilizam leveduras Personalizadas ® em relação as que fermentam com outras linhagens (figura 4). As unidades com leveduras Personalizadas ® apresentaram os maiores valores de RTC e as fermentações foram responsáveis por parte deste aumento. Saber quais leveduras estavam no processo, que se mantiveram dominantes em toda a safra, facilitou a operação da fermentação.

Figura 3. Produção de etanol (metros cúbicos) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® no processo industrial, durante nove safras.
Figura 3. Produção de etanol (metros cúbicos) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® no processo industrial, durante nove safras
Figura 4. Valores médios de RTC (Rendimento Total Corrigido) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e nas que não utilizaram nas safras 2012/13, 2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17.
Figura 4. Valores médios de RTC (Rendimento Total Corrigido) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e nas que não utilizaram nas safras 2012/13, 2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17

Conclusões

A resistência às condições estressantes e a robustez das leveduras Personalizadas ® são evidenciadas na superioridade da taxa de permanência delas em relação às leveduras selecionadas (PE-2, CAT-1, FT858L, Fermel®) e de panificação em fermentações industriais. Tudo isto proporcionado pelas elevadas taxas de implantação (permanência x dominância) observadas nas últimas nove safras. Estas leveduras já são responsáveis por pelo menos 8% da produção do etanol do Brasil e as unidades industriais que as utilizam possuem os maiores índices de RTC entre os clientes Fermentec.

Referência bibliográfica

Conab boletim cana em pdf

Autores: Silene C. de L. Paulillo, Mário L. Lopes, Crisla S. Souza, Ariane M. Ferreira, Luciana P. Piccoli e Henrique V. Amorim.

Portal FT é um site da Fermentec com informações exclusivas para o setor sucroenergéticoEste artigo é uma reprodução do Portal FT, uma ferramenta da Fermentec com informações estratégicas para o setor sucroenergético

Este artigo foi publicado na edição de abril do Portal FT. Confira os outros assuntos do mês:

Frequência de amostragem de cana: estudo de caso

Trabalho demonstrou ser possível reduzir em até 20% a amostragem na unidade

Alto teor de sacarose na matéria-prima. Onde buscar?

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Avaliação final de safra 2016/17: Eficiência Industrial RTC

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Fermentec recebe comitiva de alunos da Esalq

Henrique Amorim durante as boas vindas ao alunos da Esalq

Nesta segunda-feira (13/03) um grupo de 200 alunos da faculdade de engenharia agronômica da Esalq/USP visitou as instalações da Fermentec. Os estudantes foram recebidos inicialmente pelo fundador e presidente da Fermentec, Henrique Vianna de Amorim, que falou sobre a história da empresa, sobretudo deste momento especial da comemoração dos 40 anos de atividade. Amorim também é formado pela Esalq e foi professor do Departamento de Bioquímica da universidade.

Estudantes "ocupam" saguão da Fermentec para conhecer as tecnologias desenvolvidas pela empresa

Em seguida o diretor científico da Fermentec, Mário Lúcio Lopes, destacou as pesquisas em biotecnologia e a evolução das fermentações industriais “foi uma excelente oportunidade para os alunos conhecerem na prática as aplicações industriais, principalmente em relação à produção de etanol, resultado de muito estudo e ensaios”, afirmou Mário Lúcio.

Encerradas as palestras, foi o momento de conferir nas estações de trabalho várias informações sobre as tecnologias desenvolvidas pela Fermentec. Crisla Souza foi a responsável pela estação sobre fermentação alcoólica, Silene Paulillo apresentou os dados sobre biologia molecular e cariotipagem e a multiplicação das leveduras personalizadas para a indústria ficou a cargo de Marcel Lorenzi.

Marcel Lorenzi explica aos alunos a cariotipagem e as leveduras personalizadas

A visita dos alunos foi acompanhada pelos professores da Esalq Mateus Mondin, José Otávio Machado Menten e Gerhard Bandel, coordenadores da disciplina Introdução à Engenharia Agronômica.

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Reunião Início de Safra 2017: a evolução é constante

Profissionais de diversas usinas e destilarias do país durante a reunião

A Reunião Início de Safra 2017, realizada no dia 22 de fevereiro pela Fermentec em Piracicaba, trouxe à luz “pequenas revoluções” capazes de promover mudanças importantes nas usinas e quebrar paradigmas. Comemorando 40 anos em 2017, a Fermentec relembrou em sua reunião os pontos mais importantes de sua história, desde 1977 quando tiveram início as análises estatísticas, passando pela cariotipagem na década de 80, a seleção de leveduras, que hoje são as mais utilizadas pelas usinas, chegando às novas tecnologias, como leveduras personalizadas e equipamentos que reduzem o volume de vinhaça pela metade.

E, após 40 anos, a inovação continua e muitas novidades foram apresentadas aos profissionais do setor sucroenergético nesta edição da Reunião Início de Safra, confira:

Fernando Henrique Giometti, da Fermentec, e Guilherme Nastari, da Datagro

Guilherme Nastari, da Datagro, abriu a programação com um mercado com grandes oportunidades para o consumo de etanol e destacou o programa RenovaBio, o novo Proálcool, que chega com força, mas com o desafio de colocar as usinas em sintonia para modernizar as operações e fomentar o setor. Já Fernando Henrique Giometti, da Fermentec, mostrou como algumas práticas melhoraram a qualidade da matéria-prima que chega à indústria e o gap de eficiência entre as unidades menos e mais eficientes que chega a 7%. A boa notícia é que houve notória evolução em muitos processos e, para melhorar, investimentos simples como adaptações e qualificação de mão-de-obra podem contribuir para o alcance dessa eficiência.

Na segunda parte da Reunião Início de Safra, Claudemir Bernardino fez uma reflexão sobre os dados produzidos diariamente na rotina das usinas e como estas informações devem ser utilizadas para integrar a tecnologia com o negócio. As usinas estão avançando em processos automatizados, que geram um rendimento muito superior em relação aos manuais, e implantando novas tecnologias, mas ainda há barreiras culturais e de qualificação para explorar todas as vantagens que os novos recursos tecnológicos podem oferecer. Identificar o significado dos números e se adaptar de forma plena às novas tecnologias são grandes diferenciais para alcançar os objetivos desejados pela usina.

Claudemir Bernardino, Eduardo Borges e Luiz Anderson Teixeira

Luiz Anderson Teixeira mostrou os cuidados necessários em cada etapa do processo de fabricação do açúcar neste cenário de desafios da colheita mecanizada, que trouxe mais impurezas para a indústria. Tratamento do caldo, calagem, polímeros, tudo deve ser monitorado detalhadamente para garantir um produto final de qualidade. Entrando no assunto ácidos orgânicos, Eduardo Borges afirmou que um dos desafios da nova matéria-prima é trabalhar com mais ácidos presentes na cana crua, como é o caso do ácido trans-aconítico e outros presentes na planta. Um rígido controle de pH, de temperatura e da contaminação é necessário para evitar destruição de açúcar, gastos com insumos e prejuízos na recuperação de fábrica.

Eder Silvestrini e Paulo Vilela

No último bloco de palestras da Reunião, amostragem foi o tema da palestra de Eder Silvestrini. Tiveram destaque os pontos de atenção necessários para fazer uma amostragem de cana que garanta a representatividade do açúcar, a interferência das impurezas pelo método da prensa e por que é tão importante a usina utilizar o digestor quente/frio. Também foi recomendado uso da cromatografia, deixando de lado o fator AR, para uma obtenção real das eficiências. Já Paulo Vilela apresentou os resultados da pesquisa que avaliou o comportamento do medidor de vazão por efeito Coriolis com mosto de mel e água. O equipamento mostrou uma excelente taxa de medição, é robusto e passou em alguns momentos por situações extremas. Por isso, é indicado para uso no controle de processo. Vilela também deu orientações importantes com relação à estabilidade de vazão e brix, assepsia e instalação para o correto funcionamento do medidor.

Mário Lúcio Lopes e Henrique Amorim Neto

Henrique Amorim Neto abordou os próximos passos em pesquisas com leveduras personalizadas. Das 18 usinas que utilizam leveduras personalizadas, oito são variantes da PE-2. Agora, a Fermentec investiga se as leveduras sofrem mutação ou se pode ser o caso de epigenética, em que ocorrem mudanças nas funções dos genes sem alteração na sequência de DNA. Amorim também apresentou uma novidade para os clientes Fermentec. Agora as leveduras personalizadas estarão disponíveis em pó, o que permite a estocagem e facilita o processo industrial das usinas.

Finalizando as palestras da Reunião Início de Safra, Mário Lúcio Lopes apresentou a pesquisa que está em andamento para descobrir a origem da acidez nos tanques de etanol. Resultados obtidos até o momento mostram que a acidez aumenta na mesma proporção do acetaldeído. Para um tanque 20 milhões de litros de álcool, 250 mg/L representa 5 toneladas de acetaldeído. A próxima etapa é descobrir se o acetaldeído ocorre na fermentação e chega ao tanque ou se é formado por uma bactéria, cuja presença foi identificada em amostras de tanques com acidez.

Henrique Amorim, fundador e presidente da Fermentec

No encerramento da Reunião Início de Safra, o fundador e presidente da Fermentec, Henrique Amorim, deixou uma mensagem de otimismo e também um alerta de que se não houver uma sintonia de objetivos entre o trabalho da Fermentec e empresas clientes, será difícil alcançar o almejado objetivo: aumentar o lucro dentro da ética e sustentabilidade “É com alegria e enorme satisfação que vejo filhos e netos de clientes trabalhando e contribuindo para a evolução do nosso setor. Que todos tenham uma safra equilibrada, sem acidentes e lucrativa”, concluiu.

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Reunião Início de Safra Fermentec 2017: confira a programação

A Reunião Início de Safra de 2017 da Fermentec será realizada no dia 22 de fevereiro no espaço de eventos do hotel Beira Rio, em Piracicaba, SP. No encontro, profissionais do setor sucroenergético de todo o Brasil terão acesso às novidades em tecnologia para analisar os parâmetros industriais, aumentar a eficiência do processo, além de novos produtos para vencer os desafios do setor.

Serviço:

Reunião Início de Safra Fermentec 2017

Data: 22 de fevereiro de 2017

Horário: das 08h30 às 16h10

Local: Espaço de eventos Beira Rio. Rua do Vergueiro, 78, Centro. Piracicaba, SP.

Confira a programação:

07:30 Credenciamento
08:30 Abertura
08:40 Perspectivas da Safra 2017/18– (Guilherme Nastari – Datagro)
09:10 Desempenho Agroindustrial do Clientes Fermentec Safra 2016/17 (Fermentec –Fernando Henrique Carvalho Giometti)
09:40 Debate
10:00 Coffee Break
10:30 Desafios na fabricação de açúcar com a atual matéria-prima (Fermentec – Luiz Anderson Teixeira)
11:00 A Origem dos Ácidos Orgânicos na Indústria (Fermentec – Eduardo Poggi e Borges)
11:25 Indicadores, Novas Tecnologias e a Gestão no Processo Industrial (Fermentec – Claudemir Domingos Bernardino)
11:50 Debate
12:10 Almoço Livre
13:40 Amostragem e Análises de Cana: possibilidades e atuações para garantia de bons resultados (Fermentec – Eder Silvestrini)
14:10 Leveduras Personalizadas: mais um caso de epigenética? (Fermentec – Henrique Berbert de Amorim Neto)
14:40 Pesquisas Fermentec em Medição de Vazão (Fermentec – Paulo Roberto Chiarolanza Vilela)
15:10 Pesquisas Fermentec em Acidez do Etanol Estocado (Fermentec – Mário Lúcio Lopes)
15:40 Debate
16:00 Encerramento
16:10 Coffee Break de encerramento

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Scifer 2016: tecnologias de ponta para o setor sucroenergético

Colaboradores da Fermentec no Scifer 2016

O Simpósio Científico da Fermentec, o Scifer, chega a sua sexta edição reunindo as apresentações das principais pesquisas realizadas pela Fermentec durante o ano. Realizado na última sexta-feira (16/12) na sede da Fermentec, o Scifer, além de ser uma oportunidade para os outros departamentos da empresa conhecerem o que está sendo feito nas áreas de pesquisa e tecnologia, também é um momento de debate, integração e de colocar novas ideias a serem implementadas em 2017 “hoje nós alinhamos todas as pesquisas realizadas durante o ano, lembrando que nosso índice de investimento em relação a receita em pesquisa e desenvolvimento é proporcionalmente comparável a grandes potências mundiais, como o Google e a Microsoft. Esse encontro mostra aos colaboradores da Fermentec, principalmente aos da área administrativa, como a tecnologia desenvolvida aqui impacta nosso setor na busca constante da eficiência”, afirmou Henrique Amorim Neto, vice-presidente da Fermentec.

Veja mais imagens e detalhes das palestras no Facebook da Fermentec

Ao todo foram 12 apresentações feitas com uma grande variedade de temas relacionados às práticas agrícolas, seleção, customização e uso de leveduras como probióticos, controle do processo industrial, fabricação de açúcar, novos procedimentos laboratoriais e automação. Para o fundador e presidente da Fermentec, Henrique Amorim, toda essa dinâmica tem como base a busca constante pelo aprendizado “o Scifer é um aprendizado e aprender não termina nunca. Foi mais um ano de busca pelo conhecimento, de pesquisa, de transferência de tecnologia. O que vimos aqui hoje está sendo aplicado em usinas e destilarias do Brasil e do exterior” concluiu Amorim.

Marcel Lorenzi, Suely De Marco, Henrique Amorim, Henrique Amorim Neto, Silene Paulillo, Eduardo Borges e Marta Moraes: organizadores do Scifer

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Fermentec integra livro sobre 40 anos do etanol

A Fermentec fez parte da evolução do Proálcool no Brasil, inovando na tecnologia da produção de etanol e no e controle analítico. Por isso, um pouco da história desta empresa e de seu fundador, Henrique Vianna de Amorim, está no livro Proálcool 40 anos, organizado pelo professor Luiz Augusto Barbosa Cortez, da Unicamp.

O livro será lançado em um seminário sobre o tema na Fapesp em São Paulo. Confira abaixo a programação:

9h30 Credenciamento

10h00 Abertura

10h10 José Goldemberg, Presidente da FAPESP
40 Anos de Bioetanol no Brasil: do Balanço Energético à Sustentabilidade

10h30 Carlos Henrique de Brito Cruz, Diretor Científico da FAPESP
As Iniciativas da FAPESP na Área de Bioenergia

10h50 Glaucia Souza, USP e Programa BIOEN-FAPESP
Do Bioen ao SPBioenRC

11h10 José Luiz Oliverio, Dedini
A Dedini e o Esforço Privado nestes 40 Anos de Proálcool

11h30 Luiz Augusto Barbosa Cortez, UNICAMP
Apresentação e lançamento do livro Proálcool, universidades e empresas: 40 anos de ciência e tecnologia para o etanol brasileiro (1975 – 2015)

11h50 Discussão

12h10 Encerramento

Todos os detalhes sobre local e inscrição estão no site da Fapesp

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Fermentec apresenta inovações e lançamentos na Reunião Anual de 2016

Henrique Amorim na abertura: tecnologia e muita pesquisa superam os entraves

Mais uma vez a Fermentec trouxe aos profissionais das suas usinas e destilarias clientes diversos dados de pesquisas e melhorias importantes que aumentaram o rendimento e a eficiência das unidades. A Reunião Anual da Fermentec foi aberta com uma homenagem a Cícero Junqueira Franco, um dos idealizadores do Proálcool que faleceu em maio deste ano. O presidente da Fermentec, Henrique Amorim, lembrou o entusiasmo, as ideias inovadoras e liderança do empresário no setor.

Henrique Amorim com a família de Cícero Junqueira Franco

Tecnologia e Resiliência foi o tema do evento que completa 39 anos em 2016. Henrique Amorim iniciou o dia de palestras relembrando alguns exemplos de desafios que foram superados na indústria, como a diminuição de terra na cana, o uso da levedura CAT-1 para reduzir o impacto do alumínio na fermentação e as leveduras personalizadas, que hoje são utilizadas por 24 unidades. Amorim ainda abordou as tecnologias ALTFERM que eleva o teor alcoólico para 12%, o ALTFERM 16, cujo teor chega a 16%.

Durante a Reunião Anual foi feito o lançamento da tecnologia StarchCane, que permite a produção paralela de etanol de cana e milho. A tecnologia foi desenvolvida pela Fermentec e patenteada em 2015. Com o StarchCane é possível manter a usina em funcionamento por 345 dias por ano. Uma das leveduras desenvolvidas pela Fermentec, a personalizada FT858L, é capaz de fermentar a glicose, a maltose e a maltotriose, promovendo uma quebra de paradigma, pois antes se pensava a fermentação com etanol de milho apenas com leveduras geneticamente modificadas. Com o subproduto do milho, o DDG, é aberta outra possibilidade de negócios, a sua venda para a alimentação, especialmente ração animal. O DDG possui alto valor proteico e pode substituir em 100% o farelo de soja e em 30% o próprio milho. A produção de etanol de milho consome menos vapor, eletricidade e água e tem payback ao redor de um ano. Todas as informações foram apresentadas por Alexandre Godoy, da Fermentec, durante o encerramento do primeiro dia da Reunião Anual.

Henrique Neto no encerramento: resiliência é o ponto chave para busca de inovações

Para o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto, a resiliência é o ponto chave para a busca de soluções. Ela destacou o trabalho que foi feito em uma usina no Canadá que reduziu o tempo de fermentação de 66 para 50 horas e aumentou o teor alcoólico na fermentação de 15 para mais de 17%. Todas as palestras apresentadas mostraram que com trabalho e tecnologia muito já foi feito, mas ainda há um enorme espaço para otimizar as operações, concluiu Henrique Neto.

A palestra motivacional da edição deste ano contou com o humor do jornalista Marcos Piangers, autor dos livros O Papai é Pop e O Papai é Pop 2, que está entre os mais vendidos no ranking da revista Veja. Além de escritor, o jornalista atualmente é repórter do programa Encontro com Fátima Bernardes.

 

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1º AgTech Day reuniu empreendedores do Vale do Piracicaba no CanaTec Coworking

Casa cheia durante o 1ºAgTech Day: Happy hour dos empreendedores do Vale do Piracicaba

O 1º AgTech Day, realizado na última quinta-feira (Dia 2), reuniu empreendedores do “Vale do Piracicaba” (em inglês “AgTech Valley“), iniciativa que projeta a cidade como um dos principais ecossistemas de inovação e empreendedorismo ligado a tecnologias para agricultura no mundo.

Diante da casa cheia, José Tomé, cofundador do CanaTec Coworking e um dos precursores do Vale do Piracicaba, deu as boas vindas aos empreendedores, reforçou o significado do Vale do Piracicaba (tomando como base o seu último post escrito para o blog do CanaTec) e apresentou rapidamente, em primeira mão, o projeto www.AgTechGarage.com que está em fase final de concepção e promete criar um modelo de relacionamento ganha-ganha entre corporações, startups de tecnologia e agricultores, com o objetivo de co-criar soluções inovadoras para o agronegócio e assim contribuir para um ecossistema ainda mais dinâmico.

José Tomé, cofundador do CanaTec Coworking. Boas vindas aos empreendedores

Em seguida foi a vez do Sr. Henrique Amorim, fundador da Fermentec, compartilhar a sua jornada empreendedora, que a partir de uma spin-off acadêmica da ESALQ – USP transformou conhecimento de pesquisas em resultados tangíveis e práticos para a indústria da produção de etanol e atualmente é uma das principais referências em inovação para o setor sucroenergético. Sua jornada e ensinamentos inspirou os empreendedores.

Sr. Henrique Amorim, fundador da Fermentec, palestrante no 1º AgTech Day

Para complementar a noite o empreendedor Luiz Faria da KPI Farm compartilhou sua experiência no Vale do Silício como um dos 20 finalistas do programa INOVATIVA Brasil. Uma cultura que não se opõe ao erro, que fomenta inovação e negócios o tempo inteiro em todos os lugares por onde você anda e colaboração como palavra de ordem são algumas das características que fazem dessa região a mais inovadora do mundo.

Luiz Faria, KPI Farm, fala sobre a cultura do Vale do Silício que podemos replicar

O encontro continuou em clima de Happy hour, com chopp Cevada Pura e food truck Via Gustus. Muita troca de ideias e geração de oportunidades, nesse momento criamos condições para que “Serendipity” aconteça de forma acelerada. Sem dúvida o 1º AgTech Day é uma dessas sementes que plantamos por um ecossistema mais maduro ao entorno das tecnologias para agricultura. Esse é o nosso Vale do Piracicaba – AgTech Valley.

Para sua realização o 1ºAgTech Day teve o apoio da EsalqTec Incubadora de base tecnológica da ESALQ, GATec Gestão Agroindustrial e Frias Neto Consultoria de Imóveis.

Confira o Álbum completo de fotos do 1º AgTech Day na nossa galeria do flickr.

Fotos: Leandro Vinicius Montezano Martins (Studio Bella Foto)

Fonte: www.canatec.com.br

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Reunião de Início de Safra 2016: a eficiência em um ambiente em transformação

Reunião da Fermentec reuniu profissionais dos principais grupos sucroenergéticos do país

A Fermentec deu a largada para mais um ano de desafios na Reunião de Início de Safra que reuniu profissionais de usinas e destilarias clientes no dia 24 de fevereiro, em Piracicaba, SP. “Não existem duas safras iguais nem duas usinas iguais. Este ano muitas usinas emendaram uma safra na outra, algo que eu nunca vi” afirmou o presidente da Fermentec, Henrique Amorim, na abertura do evento reforçando a necessidade da busca contínua por conhecimento que os profissionais do setor devem ter em mente.

Henrique Amorim: a busca pelo conhecimento é o grande diferencial para a eficiência

Otávio Tufi, auditor do Benri, empresa de rating agrícola e industrial, apresentou dados que comprovam porque o setor pode ser uma “caixinha de surpresas”. Chuvas e erros de estimativas aumentaram a idade da planta, safra de dezembro a novembro sem interrupção causou danos irreversíveis ao canavial e produziu uma grande quantidade de cana a ser processada. A idade do canavial subiu de 13 para 16 meses na média. Segundo ele, a safra 2015/16 foi bem diferente dos últimos anos “Nada é estático, principalmente na área agrícola”, concluiu.

A boa notícia é que o setor fez a lição de casa e aproveitou margens disponíveis para melhorias que trouxeram resultados expressivos para muitas unidades. Hoje, a Fermentec atende unidades responsáveis pelo processamento de 25% da cana do Brasil. Para citar alguns exemplos, houve evolução nos parâmetros de perdas determinadas e indeterminadas, redução no consumo de óleo diesel e aumento na utilização de leveduras personalizadas de duas destilarias, em 2008, para 17 em 2015. Para isso, é fundamental um controle de qualidade que garanta confiabilidade dos dados aferidos, o aperfeiçoamento dos parâmetros avaliados, ano após ano, e o investimento em automação, que hoje chega ao “chão de fábrica” para contribuir tanto com a parte gerencial, na definição de investimentos, quanto no controle laboratorial.

Novidades

Na Reunião de Início de Safra, os profissionais da Fermentec apresentaram novidades para controle laboratorial e redução de custos.

Análise

Para a determinação do amido foram apresentadas as vantagens do método australiano BSES que realiza a análise em três etapas, diferentemente do convencional SMRI, dividido em seis etapas.

Ácido clorídrico

Aplicações já realizadas com o ácido clorídrico mostraram que ele pode ser uma boa alternativa ao ácido sulfúrico. Além de ter custo menor, dependendo da demanda e da região da usina, não oferece riscos à saúde como o sulfúrico.
Alto teor alcoólico e volume da vinhaça.

Para cada litro de etanol são produzidos 12,4 litros de vinhaça, que corresponde ao esgoto não tratado de 18 pessoas. Hoje é produzido 1 bilhão de litros de vinhaça por dia. Nos últimos 40 anos a produção de etanol aumentou 60 vezes, mas o teor alcoólico continua o mesmo. Quanto maior for o teor alcoólico da fermentação, menor é a produção de vinhaça. Uma fermentação com 8% de teor alcoólico representa 639 tanques de carregamentos de 15 metros cúbicos. Com 16% de teor, o número cai para 290 graças à redução no volume de vinhaça.

Por isso a Fermentec desenvolveu as tecnologias ALTFERM®, que eleva o teor alcoólico para até 12% sem o uso de chiller, e o ECOFERM® que permite a realização da fermentação com até 16% de teor com chiller, que permite um controle mais adequado d a temperatura.

Para o diretor da Fermentec, Henrique Amorim Neto, a capacitação foi fundamental para manter as unidades competitivas

Encerramento

O diretor operacional da Fermentec, Henrique Amorim Neto, encerrou a reunião destacando o papel da capacitação como chave para as usinas chegarem ao final da safra com resultados muito positivos. O rendimento geral da destilaria, que antes era inferior a 86% em 10 unidades, caiu para zero. O RTC de 2013 abaixo de 88% registrados em anos anteriores em 12 unidades, agora afeta apenas cinco. As perdas na torta acima de 0,5% caíram de 45 para 41 unidades. Nos últimos três anos, a Fermentec triplicou o número de participantes em cursos e treinamentos “A capacitação aliada a condução do processo e a qualidade dos equipamentos formam o tripé para se atingir a excelência”, afirmou Henrique Neto.

Confira mais fotos na galeria de imagens

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Doação de brinquedos leva alegria a mais de 250 crianças de escolar municipal

A união dos colaboradores da Fermentec fez mais uma vez a alegria de 255 crianças que frequentam a escolar municipal Olinda Rizzato Paschoal, em Piracicaba, SP. Todos os brinquedos foram adquiridos pela Fermentec e a preparação ficou por conta dos colaboradores que embalaram os presentes e fizeram a entrega no início do mês.

Segundo Teresa Lobão, do departamento de gestão de pessoas da Fermentec, a escola foi selecionada por estar localizada próxima da sede da empresa e a ação de Natal fortalece o vínculo das pessoas com a comunidade do entorno. A campanha dos brinquedos já é uma tradição para dar uma paradinha no final de ano e centrar as atenções na solidariedade “não há o que pague a emoção de ver as alegria das crianças com um gesto tão simples, é uma ação que temos grande orgulho de repetir todos os anos”, afirmou o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto.

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