Vinhaça concentrada: Altferm® potencializa ação do concentrador

A vinhaça concentrada é um dos objetivos a serem alcançados pelas usinas atualmente. Muitas unidades trabalham e alteram seus processos para reduzir ou concentrar o volume de vinhaça e as razões são diversas:

Social: a distribuição da vinhaça próxima a centros urbanos causa incômodos com mau cheiro e com a proliferação da mosca dos estábulos, que no ano passado deu prejuízo de R$ 1 bilhão para a pecuária;

Ambiental: a aplicação em excesso de vinhaça pode contaminar rios, córregos e lençóis freáticos, bem como saturar o solo;

Legal: No Estado de São Paulo, por exemplo, uma norma da Cetesb limita a quantidade de vinhaça a ser utilizada na fertirrigação;

Econômica: alto custo de disposição com transporte e aplicação. A fertirrigação demanda mão de obra, gasto energético e custo logístico.

Para obter essa vinhaça concentrada, muitas usinas estão optando pela instalação do sistema de concentração de vinhaça, composto por evaporadores em múltiplos estágios. À primeira vista é uma boa opção, porém, por ser de equipamentos de grande porte e construído totalmente em aço inoxidável, este sistema demanda de alto custo de instalação, de manutenção e apresenta grande consumo de vapor. Para potencializar sua utilização e compensar o investimento, é possível reduzir o volume da vinhaça antes de sua chegada ao concentrador por meio da  tecnologia Altferm®.

Vantagens da tecnologia Altferm que pode ser utilizada com outros equipamentos para se obter uma vinhaça concentrada

Hoje, para produzir um litro de etanol uma destilaria gera em torno de 12 litros de vinhaça (média de 8% de teor alcoólico). Já uma fermentação com 12% de teor alcoólico gera em torno de 7,3 litros de vinhaça/L etanol. “É importante ressaltar que a Fermentec não é contra a  instalação do concentrador de vinhaça, mas orienta que a vinhaça deve chegar até ele com menor volume possível”, afirma Guilherme Marengo Ferreira, da engenharia de processos da Fermentec.

Assim, em um primeiro momento, a usina busca ao máximo a elevação do teor alcoólico do vinho, depois faz o aquecimento indireto da coluna de destilação, na sequencia otimiza o balanço hídrico do processo fermentativo e, por fim,  se necessário, parte para a instalação do concentrador de vinhaça “Essas decisões devem ser tomadas de forma holística dentro de uma visão agroindustrial, uma vez que os investimentos para reduzir o volume de vinhaça serão feitos na indústria, contudo o maior beneficiário será o setor agrícola”, reforça Marengo.

O BNDES possui uma linha de crédito para financiamento da tecnologia Altferm®. Acesse o vídeo na página da Fermentec no Facebook e saiba mais!

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Etanol de milho apresenta grande potencial para usinas do Centro Sul

O etanol de milho já é realidade em cinco usinas do Centro Oeste do Brasil. Os Estados Unidos fazem etanol de milho há mais de quarenta anos, produzem o dobro do combustível em relação ao Brasil e o processo, toda a parte bioquímica, foi baseada na fermentação com caldo de cana. A Fermentec presta consultoria há 31 anos para destilarias que utilizam milho e sorgo no Brasil e no exterior.

O etanol de milho e a tecnologia StarchCane foram os temas da palestra de Alexandre Godoy durante a Reunião Anual da Fermentec

O etanol de milho e a tecnologia StarchCane foram os temas da palestra de Alexandre Godoy durante a Reunião Anual da Fermentec

Apesar da grande produção de milho no país (em junho de 2017 foi registrado superávit de 33 milhões de toneladas do grão), as destilarias brasileiras ainda não aproveitam todo esse potencial. E o mais surpreendente é que não são só unidades de Mato Grosso e Goiás que podem se beneficiar com as safras de milho. Existe um horizonte com grandes oportunidades para destilarias do Estado de São Paulo e região Sul produzirem etanol de milho. É o que afirma Alexandre Godoy, da Fermentec.

A COP 21 prevê uma demanda de 50 bilhões de litros de etanol até 2030. Desde 2007/08 há estagnação na moagem da cana e o mix está cada vez mais açucareiro, tornando muitas destilarias ociosas.

Etanol de milho e as oportunidades para o Centro Sul

Assim, abre-se uma enorme possibilidade para suprir a demanda de etanol utilizando o milho. A tecnologia StarchCane®, desenvolvida pela Fermentec, permite às destilarias do Brasil produzirem etanol de milho e cana de forma paralela e apresenta vantagens em relação ao método tradicional, utilizado nos Estados Unidos e Canadá.

No processo convencional a fermentação dura de 55 a 65 horas. É preciso propagar levedura diariamente e a destilação é feita com sólidos em coluna específica. Já o StarchCane® utiliza o creme de leveduras da fermentação da cana e seu excedente é inoculado na fermentação. Por isso, a fermentação é mais rápida e leva de 20 a 30 horas. Os sólidos são removidos antes da destilação, então pode ser usada a mesma coluna do etanol de cana para a destilação.

Uma das grandes vantagens econômicas do etanol de milho é seu subproduto, o DDGS. Apesar de ser chamado de subproduto, o DDGS possui alto valor agregado. Rico em proteínas, é amplamente utilizado em ração animal para bovinos, suínos, aves e peixes e pode substituir 100% do farelo de soja e 50% do farelo de milho na fabricação da ração.

Da produção nacional de milho, 43% corresponde ao centro oeste, 30% à região sul e 13% ao sudeste. Além da matéria-prima disponível no centro sul, é possível “interceptar” a carga com origem no centro oeste em seu caminho ao porto de Santos, reduzindo os custos com o frete. Assim, estados como São Paulo e Paraná podem elevar a produção de etanol e ainda vender o DDGS para a pecuária destes estados que têm grande peso no cenário econômico nacional “É um processo totalmente flexível em todos os sentidos. O retorno dos investimentos pode chegar em até 1,5 anos. Possui  menor capex  e opex quando comparados aos processos mais eficientes existentes. Ou seja, é uma tecnologia extremamente atrativa”, conclui Godoy.

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Fermentec faz 40 anos e comemora avanços no setor sucroenergético

Quanto conhecimento cabe em 40 anos? O fundador da Fermentec, Henrique Vianna de Amorim, fez um relato emocionado com passagens, histórias e mostrou todo o trabalho de pesquisa e transferência de tecnologia executado ao longo de quatro décadas na abertura da 39ª Reunião Anual realizada nos dias 19 e 20 de julho em Ribeirão Preto. A empresa de Piracicaba desenvolve metodologias e transfere tecnologia para processos em fermentação alcoólica (produção de etanol), fabricação de açúcar, engenharia, entre outras atividades industriais.

Enquanto contava sua história, Amorim aproveitou para homenagear pessoas que o ajudaram e contribuíram para que a Fermentec se tornasse essa referência em tecnologia para o setor.

Mesmo ausente por conta de uma viagem, Maurílio Biagi Filho, foi homenageado e enviou um vídeo de agradecimento

A ciência percorre a vida de Amorim desde a infância e foi o grande motor de sua atividade profissional. Mais de 10 anos de pesquisas em qualidade do café e a carreira acadêmica como diretor do departamento de bioquímica da Esalq/USP deixaram o professor Amorim “treinado”, como ele mesmo diz, para se aprofundar cada vez mais em pesquisa aplicada. O ano de 1975 é o marco do que viria a ser a Fermentec, quando foi convidado por Maurílio Biagi, da usina Santa Elisa, a trabalhar no incipiente Proálcool. Junto com Cícero Junqueira (Vale do Rosário) e Pedro Biagi (Usina da Pedra), Maurílio formou um grupo empresarial com maciços investimentos em pesquisa e desenvolvimento sob o comando de Henrique Amorim. Em 1980, mais uma usina entra para o portfólio, a Costa Pinto, liderada por Celso Silveira Mello e Rubens Ometto Silveira Mello.

Dona Lena, Celso, Cícero Junqueira e família

Pedro Biagi Neto

Celso Silveira Mello Filho

Luis Biagi, que colaborou na criação do nome e da marca Fermentec

É o início de uma busca voraz pelo conhecimento, que contou com grande apoio de seu professor da Esalq, José Paulo Stupiello, para se aprofundar nos estudos com açúcar e etanol. O setor sucroalcooleiro tinha pressa e para dar conta de destravar tantos gargalos existentes na indústria Amorim convidou para trabalhar com ele seu ex-aluno da pós-graduação, Edvaldo Zago, para colaborar na parte química, e Antonio Joaquim de Oliveira, estudioso de bactérias, uma área vital para combater a contaminação no processo de fermentação alcoólica. Essa tríade fundou, em 1977, a Fermentec.

O ex-professor da Esalq José Paulo Stupiello

Edvaldo Zago

Antonio Joaquim de Oliveira

Suely de Marco, assistente de Henrique Amorim desde o início

O aumento da eficiência na produção de etanol com as tecnologias desenvolvidas pela Fermentec fez saltar o número de usinas clientes de três, em 1977, para 25 em 1983. O ano de fundação da empresa coincide com o nascimento do primeiro filho de dona Vera e Henrique Amorim, o atual vice-presidente da Fermentec, Henrique Berbert de Amorim Neto. Tudo caminhava bem, família, sucesso, reconhecimento por tanto esforço, quando Amorim sucumbe a uma depressão que durou três anos, mas sua capacidade de superar desafios na ciência se fez presente em sua vida pessoal.

Luiz Carlos Basso, professor da Esalq e parceiro das pesquisas da Fermentec

Teimoso, resiliente ou qualquer outra classificação que se dê a quem é obstinado fez o professor Amorim evoluir no conhecimento das leveduras, fungos responsáveis pela transformação do açúcar em etanol. Após tantas conquistas e superação de obstáculos, o que esperar para os próximos quarenta anos? “O sentimento é de certeza que nossos 14 sócios e suas equipes vão continuar investindo 20% ou mais do faturamento da Fermentec em pesquisas, transferindo tecnologia para o setor sucroenergético e contando com trabalhadores qualificados que desenvolverão suas atividades com excelência”, finalizou Amorim.

A esposa Vera Lucia Amorim foi surpreendida com a homenagem

Ao término da solenidade todas as usinas com mais de quinze anos de relacionamento com a Fermentec foram homenageadas como um gesto de gratidão pela parceria e pela grande contribuição em servirem como autênticos centros de pesquisas que promoveram tantos avanços para as indústrias, famílias, comunidades e, consequentemente, para a economia do Brasil.

Representantes de usinas parceiras da Fermentec há mais de quinze anos também receberam um reconhecimento

A Reunião Anual é realizada anualmente em Ribeirão Preto, um dos maiores polos sucroenergéticos do Brasil, e reúne profissionais de usinas e destilarias clientes da Fermentec do país e exterior. O programa conta com palestras que traz os avanços recentes para o setor e uma feira com estandes de fornecedores de tecnologias e equipamentos para as unidades.

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Laboratório da usina. Como será no futuro?

Atualmente no laboratório de uma usina os analistas utilizam boa parte do tempo na parte operacional, manipulando e coletando amostras. Com isso acaba sobrando pouco tempo para fazer uma análise crítica dos resultados e fazer todas as verificações necessárias sobre a confiabilidade da amostra.

Na Reunião Anual da Fermentec, Eduardo Borges mostrou como será um laboratório de usina no futuro

Já existem tecnologias que tornam possível um robô manipular pipeta ou uma solução, pesar cana, etc. Mas o laboratório do futuro não vai envolver só automação. Implica em otimizar recursos e integrar de forma mais efetiva o laboratório com a parte operacional. O laboratório da usina do futuro terá que agregar valor ao processo, segundo Eduardo Borges, da Fermentec.

Laboratório da Esalq/USP no início do século passado

Laboratório de usina na atualidade. Apesar da evolução, coleta e preparo de amostras ainda demandam muito tempo do analista

No laboratório da usina do futuro a automatização de processos vai liberar mais tempo para o analista fazer uma análise crítica das amostras e dos resultados

Borges acredita que a nova realidade destes laboratórios será baseada em cinco pilares:

– Medir o que deve ser medido. Tem que ser medido o que interessa, o que vai ajudar a reduzir perdas. Se não agregar valor, não é preciso medir;

– Medir na frequência necessária, nem mais, nem menos. Em 2014, a Fermentec lançou circular para otimizar a frequência analítica e melhorar a eficiência dos laboratórios;

– Capacitação de operadores. Equipamentos portáteis e instrumentação moderna permitem tirar as análises do laboratório e levar para a produção. Já existem equipamentos para fazer determinações na indústria e na parte microbiológica;

– A amostragem toma tempo do analista. Em uma usina são mais de 20 pontos de amostragem. A Fermentec tem um projeto de engenharia em que em vez do analista sair em busca das análises, elas é que chegam ao laboratório. Envolve processos de assepsia e a coleta conservada, sem a interferência de contaminação;

– Instrumentações analíticas e modernas aliadas a equipamentos automatizados, em especial a cromatografia. Também deve ser destacada a utilização da tecnologia NIR, que a Fermentec trabalha desde a década de 90, que permite a obtenção de resultados rápidos. Tem que ser bem calibrado com verificações periódicas;

Automação das análises

Já existem diversos equipamentos que podem auxiliar no dia a dia do laboratório que fazem, por exemplo, diluição das amostras, análise de cor e turbidez no açúcar. O titulador automático é muito comum em laboratórios de outras áreas, mas ainda raro em usinas. Para a microbiologia existe um equipamento que faz a contagem de leveduras. Mas toda essa otimização do laboratório não irá agregar valor se os dados forem transcritos de forma manual. Por isso será fundamental a utilização de softwares em que os dados já são inseridos no sistema de forma automática para um completo gerenciamento.

“Não será a automação que vai resolver todos os problemas, mas sim a forma do colaborador pensar e dar solução a eles. O laboratório do futuro reduzirá desperdícios, trará resultados mais confiáveis e permitirá tomadas de ações rápidas e assertivas”, finaliza Eduardo Borges.

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Levedura não faz milagre, mas é fundamental para o sucesso da fermentação

A levedura é o coração da fermentação. Graças a mais de quarenta anos de pesquisas foi possível chegar a variedades cada vez mais eficientes e adaptadas ao processo. Em 1980, Henrique Vianna de Amorim junto com professor de genética Flávio Tavares, fizeram hibridações com várias leveduras para tentar combinar boas características delas em uma única levedura. No laboratório teve ótima performance, mas na indústria o resultado foi outro. A cariotipagem, técnica que foi dominada pela Fermentec na década de 90, permitiu monitorar as leveduras que persistem na fermentação e que apresentam qualidades, não floculam, não espumam e apresentam bom rendimento. A colheita mecanizada provocou uma grande mudança no cenário. Com o aumento da impureza vegetal na indústria, algumas linhagens tiveram queda de dominância no processo. A Fermentec novamente precisou estudar e avaliar formas de reverter esse problema.

Henrique Amorim Neto reforçou a importância de uma boa levedura para a fermentação na Reunião Anual 2017

Em 2017 faz 10 anos que a primeira usina isolou uma levedura personalizada. Neste processo a levedura é isolada da própria usina e são avaliados os principais parâmetros para sua reintrodução na fermentação “É importante deixar claro que cada processo é diferente do outro. Há usinas que fazem mais paradas e a levedura deve retomar a fermentação com mais rapidez. Dornas que precisam trabalhar muito cheias não podem ter muita espuma. Então há vários fatores para levar em conta, caso a caso”, afirma o vice-presidente da Fermentec, Henrique Berbert de Amorim Neto.

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Reunião Anual Fermentec 2017: longevidade com a força da inovação

A Reunião Anual da Fermentec de 2017 será realizada entre os dias 19 e 20 de julho em Ribeirão Preto, SP.

A Reunião Anual da Fermentec 2017, que em todas as suas edições apresenta os principais avanços em diversas áreas do setor sucroenergético, este ano terá a marca da emoção. Em 2017 a Fermentec comemora 40 anos e, para tornar a data memorável, a Reunião Anual terá surpresas e muitas histórias para contar.

Em um país que já passou e ainda passa por tantas instabilidades econômicas e políticas, uma empresa que se mantem inovando e gerando tecnologia para alguns motores das commodities brasileiras, mostra seu grande compromisso com o Brasil. Por isso o tema da Reunião Anual deste ano é Longevidade, que representa uma grande conquista.

“Estamos preparando a abertura deste ano com muito carinho para contar de uma forma dinâmica todo o caminho trilhado pela Fermentec nestes 40 anos. Os mais novos vão se surpreender e os mais antigos vão se orgulhar de terem feito parte deste projeto. Serão feitas várias homenagens, ao fundador da Fermentec, Henrique Amorim e às pessoas que fizeram parte desta aventura. Será emocionante”, afirma o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto.

A palestra motivacional contará esse ano com o ídolo do basquete Oscar Schmidt. Medalhista de ouro nos Jogos Panamericanos de 1987, Oscar vai trazer ao encontro toda sua história de superação e de trabalho que o tornou um dos maiores jogadores do mundo.

Na parte técnica, além da divulgação das recentes pesquisas da Fermentec, como as leveduras termotolerantes, otimização de processos operacionais e manejo agrícola, o evento contará com convidados. Éder Antonio Giglioti, da SmartBio, vai abordar o combate à broca da cana com o uso do big data, um recurso cada vez mais difundido entre os players mundiais que está chegando ao setor canavieiro. Os dados também serão o foco da palestra de Francisco Jardim, da SP Ventures, que vai explicar como a tecnologia da informação está chegando ao campo.

A Reunião Anual da Fermentec é um evento restrito aos clientes contratuais. Seus colaboradores podem fazer as inscrições até o dia 07 de julho.

Confira a programação completa!

Dia 19/07/2017: quarta-feira

07:00 Welcome Coffee
08:30 Quanto conhecimento cabe em 40 anos (Henrique Vianna de Amorim – Fermentec)
09:30 MPB e MEIOSI – Qualidade com baixo custo (Ismael Perina Jr.)
09:50 Debate
10:00 Palestra Complementar – “Como ganhar confiabilidade e eficiência de análise, reduzindo despesas no laboratório PCTS – Sistema automatizado de análise de cana desfibrada” (SUEG/NIR4SUGAR – Marcelo M. Fava)
10:15 Visitação Expositores e Coffee Break
11:15 O manejo integrado da broca da cana-de-açúcar sob um novo olhar: Plataforma
de Big Data Mining reduzindo custos e perdas e aumentando a produtividade
(Éder Antonio Giglioti – Smartbio)
11:35 Broca da cana: Prejuízos vão muito além do canavial
(Mário Lucio Lopes – Fermentec)
12:00 Debate
12:10 Almoço Livre
14:00 Perspectivas de quem mais investe em tecnologia na agricultura
(Francisco Jardim – SP Ventures)
14:20 Umidade e chuva na safra 2017/18: Dificuldades no processo de produção (Claudemir Domingos Bernardino – Fermentec)
14:40 Oportunidade para transformação de milho em etanol
(Glauber Silveira da Silva – Aprosoja/Abramilho)
15:00 Plantas flex e incorporadas para produção de etanol de cereais, uma realidade no Brasil (Adriano Luis Soriano – ALS Consultoria e Projetos)
15:20 Oportunidades para o etanol de milho nas usinas do centro-sul
(Alexandre Godoy – Fermentec)
15:50 Debate
16:05 Palestra Complementar – “Como as enzimas colaboram para uma usina mais lucrativa” (Prozyn – Rafael Borges)
16:20 Visitação Expositores e Coffee Break
17:20 BNDES Soluções tecnológicas (Raphael Azeredo – BNDES)
17:45 Debate
18:00 Prêmio Excelência Fermentec (Fernando Eder Ré – Fermentec)
18:30 Coquetel de Confraternização

Dia 20/07/2017: quinta-feira

08:00 Leveduras termotolerantes: Pode vir quente que elas já estão fervendo
(Osmar Parazzi Jr – Fermentec)
08:25 Antimicrobianos na fermentação: Otimizando o uso e melhorando o desempenho (Dinailson Corrêa de Campos – Fermentec)
08:45 Estequiometria da fermentação (Rudimar Antonio Cherubin – Fermentec)
09:05 Levedura não faz milagre, mas é fundamental
(Henrique Berbert de Amorim Neto – Fermentec)
09:30 Debate
09:45 Palestra Complementar – “EXTRACEN-L Aumento de extração com nova tecnologia” (Centerquimica – Antonio Diogo Ferreira)
10:00 Visitação Expositores e Coffee Break
11:00 Estratégias Operacionais na Maximização da Produção de Açúcar
(Paulo Roberto Chiarolanza Vilela – Fermentec)
11:20 Reduzindo o investimento no concentrador de vinhaça
Guilherme Marengo Ferreira – Fermentec)
11:45 Debate
12:00 Almoço Livre
14:00 Rolos perfurados e polímeros avançados aplicados na extração de caldo
(Ricardo Brunelli – Empral)
14:25 Laboratório do futuro (Eduardo Poggi e Borges – Fermentec)
14:45 Debate
14:55 Palestra Complementar – “A redução de perdas nos processos de evaporação e cozimento do caldo” (Munters – Sérgio Lopes)
15:10 Visitação Expositores e Coffee Break
16:10 Palestra diferencial com Oscar Schmidt
17:40 Encerramento

Serviço: Reunião Anual Fermentec 2017

Datas: 19 e 20 de julho de 2017
Local: Centro de Convenções Ribeirão Preto
Endereço: Rua Bernardino de Campos, 999. Ribeirão Preto, SP.
Informações: (19) 2105 6107 ou pelo e-mail eventos@fermentec.com.br

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Fermentec 40 anos: vanguarda em inovação para o setor sucroenergético

As tecnologias desenvolvidas pela Fermentec são responsáveis pela fermentação de 70% do etanol e por 35% da produção sucroenergética nacional. Resultados expressivos de um investimento maciço em pesquisas proporcionalmente comparáveis a gigantes mundiais, como Google, Microsoft e Volkswagen. Todo o dinamismo da Fermentec, à serviço de um setor que está em constante transformação, ampliou seu mercado e conquistou as Américas, com clientes na América do Sul, América Central (tequila),além de Estados Unidos e Canadá, onde a fermentação a partir do milho foi aprimorada.

Confira neste novo vídeo institucional como a Fermentec cumpre sua missão de superar os desafios do processo de produção, gerando conhecimento e transferindo tecnologia de forma estratégica.

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Leveduras Personalizadas ® e a evolução durante a safra

As leveduras personalizadas  já são responsáveis por 8% da produção nacional de etanol

Leveduras personalizadas: Introdução

A Fermentec vem apostando na seleção de leveduras Personalizadas ® desde 2008 nos processos fermentativos. As leveduras Personalizadas ® são aquelas que aparecem no processo e possuem diversas vantagens. Por serem selecionadas no próprio processo da destilaria, elas estão adaptadas às condições industriais (seleção dirigida pelo processo), apresentam grande persistência e dominância, além de serem mais robustas porque têm elevado índice de implantação. Após quase 10 anos de trabalho, o número de destilarias que se beneficiam desta inovação chega a 18. Há destilarias que possuem duas, três e até quatro leveduras Personalizadas® para iniciarem a safra.

Objetivo

Monitorar as leveduras Personalizadas ®, que são utilizadas para iniciar o processo fermentativo, do início ao final da safra.

Material e métodos

O monitoramento e seleção das leveduras é realizado através de análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial durante toda a safra de produção de etanol.

Resultados e discussões

De 2008 a 2016 (nove safras consecutivas), monitorando e selecionando novas Personalizadas ®, foi possível reintroduzir tais leveduras em duas unidades (em 2008) até 18 destilarias (em 2016) conforme mostra a figura 1. Sendo que há destilarias que possuem mais de uma levedura Personalizada®, como a Adecoagro Angélica (FT1920L e FT1921L), a Colorado (FT1628L, FT1629L, FT1756L, FT2251L) e a Ipiranga Descalvado (FT2292L, FT2293L, FT2332L). Isso explica um número maior de leveduras em relação ao de destilarias (figura 1) sendo que, em 2016, um total de 26 leveduras Personalizadas ® foi reintroduzido em suas unidades de origem. As linhagens de leveduras Personalizadas ® são mais robustas, resistentes às condições estressantes e competem melhor com as contaminantes quando comparadas com as linhagens tradicionais. As linhagens personalizadas têm apresentado as maiores taxas de dominância e persistência em fermentações industriais, em comparação com leveduras selecionadas e a levedura de pão, como mostra a figura 2. Consequentemente, o processo de fermentação se mantêm mais estável durante toda a safra.

Figura 1. Número de destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e número de leveduras Personalizadas® selecionadas pela Fermentec e reintroduzidas nas respectivas unidades industriais durante nove safras consecutivas (2008 a 2016).
Figura 1. Número de destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e número de leveduras Personalizadas® selecionadas pela Fermentec e reintroduzidas nas respectivas unidades industriais durante nove safras consecutivas (2008 a 2016)
Figura 2. Taxa de Permanência média (%) ao final da safra, das leveduras selecionadas e Personalizadas® no processo industrial durante nove safras. Fonte: Clientes Fermentec que realizaram análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial de 2008 a 2016.
Figura 2. Taxa de Permanência média (%) ao final da safra, das leveduras selecionadas e Personalizadas® no processo industrial durante nove safras. Fonte: Clientes Fermentec que realizaram análises de cariotipagem e/ou DNA mitocondrial de 2008 a 2016

Em 2016, 18 destilarias começaram seus processos fermentativos com linhagens de leveduras Personalizadas ®, que foram responsáveis pela produção de 2,27 bilhões de litros de etanol, representando 8,10% da produção de etanol do Brasil (CONAB, 2017). A figura 3 mostra a produção total de etanol das destilarias que utilizaram as Leveduras Personalizadas ® para iniciarem a safra. E tem mais algum motivo importante para a destilaria que justifique investir na seleção de uma levedura Personalizada®? Sim. Baseada nos parâmetros obtidos no Benchmarking, a Fermentec selecionou os valores de RTC das últimas cinco safras para comparar unidades que utilizam leveduras Personalizadas ® em relação as que fermentam com outras linhagens (figura 4). As unidades com leveduras Personalizadas ® apresentaram os maiores valores de RTC e as fermentações foram responsáveis por parte deste aumento. Saber quais leveduras estavam no processo, que se mantiveram dominantes em toda a safra, facilitou a operação da fermentação.

Figura 3. Produção de etanol (metros cúbicos) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® no processo industrial, durante nove safras.
Figura 3. Produção de etanol (metros cúbicos) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® no processo industrial, durante nove safras
Figura 4. Valores médios de RTC (Rendimento Total Corrigido) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e nas que não utilizaram nas safras 2012/13, 2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17.
Figura 4. Valores médios de RTC (Rendimento Total Corrigido) nas destilarias que utilizaram leveduras Personalizadas® e nas que não utilizaram nas safras 2012/13, 2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17

Conclusões

A resistência às condições estressantes e a robustez das leveduras Personalizadas ® são evidenciadas na superioridade da taxa de permanência delas em relação às leveduras selecionadas (PE-2, CAT-1, FT858L, Fermel®) e de panificação em fermentações industriais. Tudo isto proporcionado pelas elevadas taxas de implantação (permanência x dominância) observadas nas últimas nove safras. Estas leveduras já são responsáveis por pelo menos 8% da produção do etanol do Brasil e as unidades industriais que as utilizam possuem os maiores índices de RTC entre os clientes Fermentec.

Referência bibliográfica

Conab boletim cana em pdf

Autores: Silene C. de L. Paulillo, Mário L. Lopes, Crisla S. Souza, Ariane M. Ferreira, Luciana P. Piccoli e Henrique V. Amorim.

Portal FT é um site da Fermentec com informações exclusivas para o setor sucroenergéticoEste artigo é uma reprodução do Portal FT, uma ferramenta da Fermentec com informações estratégicas para o setor sucroenergético

Este artigo foi publicado na edição de abril do Portal FT. Confira os outros assuntos do mês:

Frequência de amostragem de cana: estudo de caso

Trabalho demonstrou ser possível reduzir em até 20% a amostragem na unidade

Alto teor de sacarose na matéria-prima. Onde buscar?

Confira três medidas que podem explorar ao máximo o potencial produtivo da cana

Avaliação final de safra 2016/17: Eficiência Industrial RTC

Redução das perdas em águas industriais e na torta de filtro foi destaque

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Fermentec recebe comitiva de alunos da Esalq

Henrique Amorim durante as boas vindas ao alunos da Esalq

Nesta segunda-feira (13/03) um grupo de 200 alunos da faculdade de engenharia agronômica da Esalq/USP visitou as instalações da Fermentec. Os estudantes foram recebidos inicialmente pelo fundador e presidente da Fermentec, Henrique Vianna de Amorim, que falou sobre a história da empresa, sobretudo deste momento especial da comemoração dos 40 anos de atividade. Amorim também é formado pela Esalq e foi professor do Departamento de Bioquímica da universidade.

Estudantes "ocupam" saguão da Fermentec para conhecer as tecnologias desenvolvidas pela empresa

Em seguida o diretor científico da Fermentec, Mário Lúcio Lopes, destacou as pesquisas em biotecnologia e a evolução das fermentações industriais “foi uma excelente oportunidade para os alunos conhecerem na prática as aplicações industriais, principalmente em relação à produção de etanol, resultado de muito estudo e ensaios”, afirmou Mário Lúcio.

Encerradas as palestras, foi o momento de conferir nas estações de trabalho várias informações sobre as tecnologias desenvolvidas pela Fermentec. Crisla Souza foi a responsável pela estação sobre fermentação alcoólica, Silene Paulillo apresentou os dados sobre biologia molecular e cariotipagem e a multiplicação das leveduras personalizadas para a indústria ficou a cargo de Marcel Lorenzi.

Marcel Lorenzi explica aos alunos a cariotipagem e as leveduras personalizadas

A visita dos alunos foi acompanhada pelos professores da Esalq Mateus Mondin, José Otávio Machado Menten e Gerhard Bandel, coordenadores da disciplina Introdução à Engenharia Agronômica.

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Reunião Início de Safra 2017: a evolução é constante

Profissionais de diversas usinas e destilarias do país durante a reunião

A Reunião Início de Safra 2017, realizada no dia 22 de fevereiro pela Fermentec em Piracicaba, trouxe à luz “pequenas revoluções” capazes de promover mudanças importantes nas usinas e quebrar paradigmas. Comemorando 40 anos em 2017, a Fermentec relembrou em sua reunião os pontos mais importantes de sua história, desde 1977 quando tiveram início as análises estatísticas, passando pela cariotipagem na década de 80, a seleção de leveduras, que hoje são as mais utilizadas pelas usinas, chegando às novas tecnologias, como leveduras personalizadas e equipamentos que reduzem o volume de vinhaça pela metade.

E, após 40 anos, a inovação continua e muitas novidades foram apresentadas aos profissionais do setor sucroenergético nesta edição da Reunião Início de Safra, confira:

Fernando Henrique Giometti, da Fermentec, e Guilherme Nastari, da Datagro

Guilherme Nastari, da Datagro, abriu a programação com um mercado com grandes oportunidades para o consumo de etanol e destacou o programa RenovaBio, o novo Proálcool, que chega com força, mas com o desafio de colocar as usinas em sintonia para modernizar as operações e fomentar o setor. Já Fernando Henrique Giometti, da Fermentec, mostrou como algumas práticas melhoraram a qualidade da matéria-prima que chega à indústria e o gap de eficiência entre as unidades menos e mais eficientes que chega a 7%. A boa notícia é que houve notória evolução em muitos processos e, para melhorar, investimentos simples como adaptações e qualificação de mão-de-obra podem contribuir para o alcance dessa eficiência.

Na segunda parte da Reunião Início de Safra, Claudemir Bernardino fez uma reflexão sobre os dados produzidos diariamente na rotina das usinas e como estas informações devem ser utilizadas para integrar a tecnologia com o negócio. As usinas estão avançando em processos automatizados, que geram um rendimento muito superior em relação aos manuais, e implantando novas tecnologias, mas ainda há barreiras culturais e de qualificação para explorar todas as vantagens que os novos recursos tecnológicos podem oferecer. Identificar o significado dos números e se adaptar de forma plena às novas tecnologias são grandes diferenciais para alcançar os objetivos desejados pela usina.

Claudemir Bernardino, Eduardo Borges e Luiz Anderson Teixeira

Luiz Anderson Teixeira mostrou os cuidados necessários em cada etapa do processo de fabricação do açúcar neste cenário de desafios da colheita mecanizada, que trouxe mais impurezas para a indústria. Tratamento do caldo, calagem, polímeros, tudo deve ser monitorado detalhadamente para garantir um produto final de qualidade. Entrando no assunto ácidos orgânicos, Eduardo Borges afirmou que um dos desafios da nova matéria-prima é trabalhar com mais ácidos presentes na cana crua, como é o caso do ácido trans-aconítico e outros presentes na planta. Um rígido controle de pH, de temperatura e da contaminação é necessário para evitar destruição de açúcar, gastos com insumos e prejuízos na recuperação de fábrica.

Eder Silvestrini e Paulo Vilela

No último bloco de palestras da Reunião, amostragem foi o tema da palestra de Eder Silvestrini. Tiveram destaque os pontos de atenção necessários para fazer uma amostragem de cana que garanta a representatividade do açúcar, a interferência das impurezas pelo método da prensa e por que é tão importante a usina utilizar o digestor quente/frio. Também foi recomendado uso da cromatografia, deixando de lado o fator AR, para uma obtenção real das eficiências. Já Paulo Vilela apresentou os resultados da pesquisa que avaliou o comportamento do medidor de vazão por efeito Coriolis com mosto de mel e água. O equipamento mostrou uma excelente taxa de medição, é robusto e passou em alguns momentos por situações extremas. Por isso, é indicado para uso no controle de processo. Vilela também deu orientações importantes com relação à estabilidade de vazão e brix, assepsia e instalação para o correto funcionamento do medidor.

Mário Lúcio Lopes e Henrique Amorim Neto

Henrique Amorim Neto abordou os próximos passos em pesquisas com leveduras personalizadas. Das 18 usinas que utilizam leveduras personalizadas, oito são variantes da PE-2. Agora, a Fermentec investiga se as leveduras sofrem mutação ou se pode ser o caso de epigenética, em que ocorrem mudanças nas funções dos genes sem alteração na sequência de DNA. Amorim também apresentou uma novidade para os clientes Fermentec. Agora as leveduras personalizadas estarão disponíveis em pó, o que permite a estocagem e facilita o processo industrial das usinas.

Finalizando as palestras da Reunião Início de Safra, Mário Lúcio Lopes apresentou a pesquisa que está em andamento para descobrir a origem da acidez nos tanques de etanol. Resultados obtidos até o momento mostram que a acidez aumenta na mesma proporção do acetaldeído. Para um tanque 20 milhões de litros de álcool, 250 mg/L representa 5 toneladas de acetaldeído. A próxima etapa é descobrir se o acetaldeído ocorre na fermentação e chega ao tanque ou se é formado por uma bactéria, cuja presença foi identificada em amostras de tanques com acidez.

Henrique Amorim, fundador e presidente da Fermentec

No encerramento da Reunião Início de Safra, o fundador e presidente da Fermentec, Henrique Amorim, deixou uma mensagem de otimismo e também um alerta de que se não houver uma sintonia de objetivos entre o trabalho da Fermentec e empresas clientes, será difícil alcançar o almejado objetivo: aumentar o lucro dentro da ética e sustentabilidade “É com alegria e enorme satisfação que vejo filhos e netos de clientes trabalhando e contribuindo para a evolução do nosso setor. Que todos tenham uma safra equilibrada, sem acidentes e lucrativa”, concluiu.

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