Sorgo híbrido é destaque em dia de campo promovido pela Ceres

Sorgo híbrido

O sorgo híbrido foi um dos destaques do dia de campo promovido pela empresa Ceres (Energy crop company Ceres, Inc.) em sua unidade de pesquisas próxima à cidade de Houston, no Texas. O sorgo híbrido, desenvolvido em parceria com a Ceres e universidade A&M do Texas apresentou bons níveis de crescimento em testes realizados no Brasil.

Dr. Dan Packer e Henrique Amorim no campo de testes da Ceres, no Texas. Foto cedida pela Ceres

Além do dia de campo, o evento contou com algumas palestras de convidados de empresas brasileiras. O presidente da Fermentec, Henrique Amorim, apresentou dados das últimas pesquisas realizadas com diversas variedades de sorgo sacarino. Usando leveduras selecionadas de seu próprio banco de microrganismos a Fermentec conseguiu solucionar os problemas com os inibidores da fermentação “mas ainda há alguns pontos que devem ser pesquisado. Na indústria, melhorar a extração em até 2%, reduzir perdas na torta de filtros e medir os açúcares fermentescíveis. No campo é preciso desenvolver variedades com maior produtividade e elevado PIU”, explicou Amorim.

O presidente da Ceres, Richard Hamilton, ressaltou na abertura do evento os motivos para o grande interesse na indústria de bioenergia “Os biocombustíveis correspondem a 10% das fontes de energia nos Estados Unidos e, no Brasil, ultrapassam 50%. Para aumentar essa participação, precisamos produzir energia de fontes distintas dos alimentos, com larga escala e viabilidade econômica”, afirmou Hamilton.

Também participaram da manhã de palestras Fernando Pimentel, da Agrosecurity, para falar sobre a bioenergia no Brasil, Cristiano Peraceli, da Raízen, qur abordou o sorgo como uma extensão do período da safra, Delane Richardson, da Chemtex, destacando a escala comercial da celulose na produção de etanol e Sam Jackson, da Genera Energy, que falou sobre a matéria-prima na cadeia de suprimentos da economia dos Estados Unidos.

No encerramento, o vice-presidente de criação e genômica da Ceres, Jeff Gwyn, afirmou que quando se combina a cultura das plantações com a biotecnologia, como a tolerância aos períodos secos, é possível conseguir uma grande escala para matérias-primas destinadas à produção de energia.

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