Vinhaça concentrada: Altferm® potencializa ação do concentrador

A vinhaça concentrada é um dos objetivos a serem alcançados pelas usinas atualmente. Muitas unidades trabalham e alteram seus processos para reduzir ou concentrar o volume de vinhaça e as razões são diversas:

Social: a distribuição da vinhaça próxima a centros urbanos causa incômodos com mau cheiro e com a proliferação da mosca dos estábulos, que no ano passado deu prejuízo de R$ 1 bilhão para a pecuária;

Ambiental: a aplicação em excesso de vinhaça pode contaminar rios, córregos e lençóis freáticos, bem como saturar o solo;

Legal: No Estado de São Paulo, por exemplo, uma norma da Cetesb limita a quantidade de vinhaça a ser utilizada na fertirrigação;

Econômica: alto custo de disposição com transporte e aplicação. A fertirrigação demanda mão de obra, gasto energético e custo logístico.

Para obter essa vinhaça concentrada, muitas usinas estão optando pela instalação do sistema de concentração de vinhaça, composto por evaporadores em múltiplos estágios. À primeira vista é uma boa opção, porém, por ser de equipamentos de grande porte e construído totalmente em aço inoxidável, este sistema demanda de alto custo de instalação, de manutenção e apresenta grande consumo de vapor. Para potencializar sua utilização e compensar o investimento, é possível reduzir o volume da vinhaça antes de sua chegada ao concentrador por meio da  tecnologia Altferm®.

Vantagens da tecnologia Altferm que pode ser utilizada com outros equipamentos para se obter uma vinhaça concentrada

Hoje, para produzir um litro de etanol uma destilaria gera em torno de 12 litros de vinhaça (média de 8% de teor alcoólico). Já uma fermentação com 12% de teor alcoólico gera em torno de 7,3 litros de vinhaça/L etanol. “É importante ressaltar que a Fermentec não é contra a  instalação do concentrador de vinhaça, mas orienta que a vinhaça deve chegar até ele com menor volume possível”, afirma Guilherme Marengo Ferreira, da engenharia de processos da Fermentec.

Assim, em um primeiro momento, a usina busca ao máximo a elevação do teor alcoólico do vinho, depois faz o aquecimento indireto da coluna de destilação, na sequencia otimiza o balanço hídrico do processo fermentativo e, por fim,  se necessário, parte para a instalação do concentrador de vinhaça “Essas decisões devem ser tomadas de forma holística dentro de uma visão agroindustrial, uma vez que os investimentos para reduzir o volume de vinhaça serão feitos na indústria, contudo o maior beneficiário será o setor agrícola”, reforça Marengo.

O BNDES possui uma linha de crédito para financiamento da tecnologia Altferm®. Acesse o vídeo na página da Fermentec no Facebook e saiba mais!

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