Fermentec apresenta suas tecnologias em eventos pelo Brasil

Usina referência no Seminário da Stab

Usinas que se destacam e alcançam resultados expressivos em seus processos investem continuamente em tecnologia, em controles de medição e em novas metodologias. Foi o que mostrou o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto, em sua palestra durante o 18º Seminário Brasileiro Agroindustrial – Usina do Conhecimento, realizado pela Stab, em Ribeirão Preto, SP.

Palestra de Henrique Amorim Neto durante o Seminário Brasileiro Agroindustrial da Stab

Henrique Neto apresentou diversos dados das usinas clientes da Fermentec mais bem avaliadas e explicou os motivos do sucesso. Segundo ele, as unidades com maiores índices RTC (recuperado total corrigido) buscam excelência em todos os parâmetros “essas usinas são boas em tudo que fazem. Investem para elevar o teor alcoólico da fermentação, para melhorar sempre a qualidade da matéria-prima, fazem um controle preciso de todos os custos, enfim, elas se preocupam com todos os parâmetros que tenham impacto no RTC”, afirmou Henrique Neto durante a palestra com o tema Usina Referência.

Outro ponto abordado que tem levado as usinas a um novo patamar de eficiência é a automatização. Um estudo inédito da Fermentec comparou unidades cujos processos são automatizados (sem interferência humana), semi-automatizados, em que o funcionário realiza funções, como assepsia, controle da vazão do mosto, temperatura de dorna, entre outros, por meio de comandos em painéis de controle, e a forma manual, na qual as operações são feitas pelas pessoas sem recursos tecnológicos. O estudo comprovou a diferença nos resultados das usinas que utilizam sistemas automatizados “as unidades ganham eficiência em todos os parâmetros quando automatizam seus procedimentos e seus números em relação as que são semi-automatizadas ou manuais são impressionantes”, conclui o vice-presidente da Fermentec.

Workshop sobre etanol de milho em Goiás

Alexandre Godoy, do departamento de engenharia da Fermentec, foi a Itumbiara, GO, realizar um workshop sobre as vantagens do uso do milho na produção de etanol. As tecnologias da Fermentec já aumentaram o rendimento e reduziram o tempo de fermentação em usinas de etanol de milho do Canadá e Estados Unidos e agora todo este conhecimento está disponível para as unidades brasileiras trabalharem com fermentação de milho e caldo de cana em paralelo. Com a tecnologia StarchCane®, desenvolvida pela Fermentec, a usina pode utilizar as duas matérias-primas com os mesmos equipamentos industriais.

Workshop sobre etanol de milho foi realizado pela Fermentec em Itumbiara, GO

Nesta tecnologia, os sólidos são removidos antes da destilação, por isso a mesma coluna pode ser usada para produzir etanol, seja com milho ou cana. Esses sólidos removidos são os chamados DDGs, o subproduto do milho. É uma fonte de nutrientes, com alto valor agregado, utilizada para fazer ração animal que representa mais uma fonte de renda para as usinas “em nossos eventos estamos alertando os profissionais para esta grande oportunidade de negócio, que otimiza a capacidade industrial e diversifica os produtos. A boa notícia é que não são só cidades que estão próximas aos centros de produção de milho que podem ser beneficiadas. Usinas do Sul e Sudeste também podem utilizar milho na fermentação”, afirma Godoy.

Leveduras Personalizadas na BBest 2017

Marcel Lorenzi em Campos do Jordão, cidade que sediou o BBest 2017

As vantagens em produzir etanol com Leveduras Personalizadas foram apresentadas por Marcel Lorenzi na Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia na Bioenergia, a BBest 2017. No evento, realizado em Campos do Jordão, SP, Lorenzi destacou a rápida evolução destas variedades personalizadas, que hoje já são utilizadas por 18 destilarias no Brasil. Na chamada seleção dirigida pelo processo, a levedura é selecionada dentro da própria usina e reinserida no processo. Por estar totalmente adaptada às condições da usina, este tipo de levedura apresenta elevados índices de dominância e persistência quando comparadas a linhagens selecionadas, como PE2, CAT1, FT858L e Fermel®.

“A tendência é que as usinas invistam cada vez mais em suas próprias leveduras. Por meio de monitoramento da população de leveduras com análises de DNA mitocondrial e cariotipagem é possível chegar em uma linhagem sob medida que garanta retorno na eficiência industrial”, afirma Marcel Lorenzi. Atualmente, as Leveduras Personalizadas já são responsáveis pela produção de 8,1% do etanol do Brasil(dados da safra de 2016).

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