Reunião de Início de Safra: usina 4.0

Participantes da Reunião de Início de Safra da Fermentec de 2018

A Reunião de Início de Safra, realizada no dia 28 de fevereiro pela Fermentec em Piracicaba, abordou uma nova realidade que hoje já faz parte de diversos segmentos do mercado e estará também no dia a dia das usinas: a ciência de dados, o aprendizado de máquina e as aplicações de inteligência artificial.

O presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto: desenvolvimento de tecnologias para ciência de dados e inteligência artificial

Os profissionais da Fermentec divulgaram durante o evento as tecnologias que estão em desenvolvimento para transformar dados em negócios. As transformações que estão em andamento já foram introduzidas pelo presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto, logo na abertura da Reunião “As usinas têm uma quantidade enorme de dados sobre a parte agrícola e o processo industrial e o projeto da Fermentec é coletar esses dados, transformá-los, ou seja, fazer a aplicação tecnológica, consumir as informações e tomar decisões dentro de uma visão analítica”, explicou Henrique Neto.

Em sua palestra sobre a conectividade das usinas, Marcel Lorenzi aprofundou os detalhes e explicou como será o Portal do Cliente, uma ferramenta que está sendo desenvolvida pela Fermentec para trabalhar com a ciência de dados. Por meio da mineração de dados será feita toda a coleta e tratamento de informações sobre o processo com comunicação aos clientes em tempo real. Esse recurso será um facilitador na tomada de decisão, seja de forma emergencial ou para basear um planejamento futuro. O Portal do Cliente funciona atualmente em projeto piloto com cinco usinas e após sua consolidação estará disponível a todos os clientes.

Bruno Belanda, fundador da Intelup, startup parceira do projeto, mostrou os problemas da usina 3.0 em que a comunicação entre as partes operacional e corporativa nem sempre ocorre como o esperado. Já na usina 4.0, a gestão é totalmente integrada entre as áreas de automação e tecnologia da informação. Com isso, o armazenamento das informações é centralizado e os painéis de gestão já exibem análises automáticas seja nas telas de uma smart tv ou do celular. Para a tomada de decisões, o sistema conta com um chat entre a Fermentec e a usina, o que permite maior agilidade.

As demais palestras apresentadas aos profissionais do setor sucroenergético mostraram que dados é o que não falta. Foram divulgadas uma série de melhorias em relação ao controle da contaminação, como verificar com ela ocorre e o tipo adequado de microbiano a utilizar e informações importantes sobre a fermentação. Na palestra Fermentações Resilientes, Mário Lúcio Lopes mostrou quais parâmetros devem ser observados para garantir o retorno da indústria ao estado original após uma interrupção. Todas as pesquisas têm uma mesma mensagem: é preciso conhecer em detalhes cada etapa do processo e seus comportamentos frente a contaminações, mudanças de temperaturas, invasão de leveduras selvagens, paradas, etc. Só com conhecimento é possível aumentar a eficiência.

O fundador da Fermentec, Henrique Amorim, encerrou o evento destacando o papel da colaboração para o sucesso das empresas

O fundador da Fermentec, Henrique Amorim, encerrou a reunião afirmando que foi a melhor dos últimos dez anos, pelo conteúdo, pela audiência e pelas novidades “É uma nova era. A Fermentec é um sucesso porque seus clientes têm sucesso. É uma parceria de ganha ganha. Colaboração é a chave. Persistência e resiliência são fundamentais”, finalizou Amorim.

Confira abaixo os tópicos da Reunião de Início de Safra de 2018 da Fermentec:

Desempenho dos clientes Fermentec na safra 2017/2018 foi apresentado por Osmar Parazzi Junior

Otávio Tufi, do Benri Ratings, mostrou os pré-requisitos para a usina operar com safra longa

Conectividade na gestão de usinas e a aplicação de aprendizado de máquina e inteligência artificial para o tratamento de dados foi o assunto da palestra de Marcel Lorenzi, que apresentou em primeira mão o Portal do Cliente, novo produto da Fermentec que está em fase piloto com cinco usinas. É a integração entre controle operacional e o sistema de gestão das unidades.

Luiz Anderson Teixeira apontou medidas para aumentar a produtividade na fábrica de açúcar

Ainda tratando sobre as novas tecnologias, Paulo Vilela mostrou como funcionam os controles avançados na condução dos processos industriais

Fernando Henrique C. Giometti abordou as novas metodologias para diagnosticar a contaminação bacteriana. Uma das formas é quantificar os metabólitos produzidos, como ácido láctico, ácido acético e manitol. Essas metodologias se mostraram viáveis técnica e economicamente, são alternativas para a redução no número de análises e podem evitar prejuízos financeiros causados por perda de rendimento na fermentação.

As melhorias nos indicadores utilizados na gestão do processo industrial foram apresentadas por Claudemir Bernardino. As atualizações estão em desenvolvimento para a criação de novas metodologias estatísticas e agilização da comunicação dos resultados. As atualizações contemplam as novas tecnologias, como o digestor quente/frio, o redesfibrador modelo África do Sul e a cromatografia.

Seguindo com o tema da contaminação, que é um dos principais problemas que afetam diretamente a fermentação, Dinailson Corrêa de Campos alertou sobre o uso racional de antimicrobianos (ácidos e antibióticos). Para cada tipo de bactéria há um conjunto de antimicrobianos mais eficaz. Como a comunidade bacteriana pode mudar ao longo do tempo, é importante fazer o teste de sensibilidade com princípios ativos variados para usar o produto mais adequado. O momento certo de aplicar e a dose também fazem a diferença para reduzir os custos e aumentar a eficiência.

O tema da palestra de Mário Lúcio Lopes foi Fermentações Resilientes. Ele mostrou estudos de caso de usinas que, após interrupção na indústria, conseguiu retomar a fermentação com os mesmos indicadores do nível original. Um ponto chave para o êxito na retomada foi a manutenção da viabilidade das leveduras. Por isso, segundo Mário Lúcio, conhecer bem a levedura que está no processo é fundamental para estar preparado para uma interrupção de processo.

 

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Características da produção de etanol no Brasil

Você sabe como é produzido o etanol no Brasil e quais são as diferenças de seu processo em relação aos produtores do exterior?

Este resumo está publicado no e-book Linhagens de Leveduras Personalizadas para Produção de Etanol: Seleção Dirigida pelo Processo, que está disponível gratuitamente no site da Fermentec. Faça o download e confira muitas outras informações importantes sobre as tecnologias para fermentação alcoólica disponíveis no Brasil.

O etanol é essencialmente produzido através dos processos de fermentação alcoólica e destilação. A principal característica que distingue o processo brasileiro de outros bioprocessos em todo o mundo é a reciclagem de células da levedura (WHEALS et al., 1999). Fermentações industriais são realizadas com alta densidade de células (8-12% p/v) em grandes fermentadores e em curtos períodos (6-12 horas). Aproximadamente, 85% de todas as destilarias brasileiras utilizam o processo de fermentação em batelada alimentada, enquanto os restantes 15% executam fermentações contínuas (GODOY et al., 2008). Além disso, caldo de cana, melaço diluído com água e uma mistura de caldo e melaço são os principais substratos para fermentação.

Várias destilarias trabalham anexadas às usinas de açúcar e fermentam uma mistura de melaço e caldo em proporções diferentes. Por esta razão, há uma grande variação na composição dos mostos entre as destilarias (AMORIM; BASSO; LOPES, 2009). No final do processo de fermentação, concentrações alcoólicas alcançam 7-11% (v/v), enquanto que açúcares residuais representam menos de 0,1% (p/v). Após a fermentação, o vinho bruto é centrifugado para separar as células de levedura em um creme que é diluído com água antes do tratamento com ácido sulfúrico (pH 2,0-2,5 por 2-3 horas), enquanto o vinho centrifugado vai para destilação. Após o tratamento com ácido sulfúrico diluído, as células de levedura retornam para os fermentadores para iniciar um novo ciclo de fermentação. Em geral, considerando o tempo necessário para todos os passos, é possível executar dois ciclos completos por dia. O período de colheita da cana tipicamente dura em torno de 240 dias, o que significa que até 480 processos de reciclagem podem ser efetuados durante este período (AMORIM et al., 2011).

Destilarias brasileiras possuem dornas com uma grande variação de tamanho, número e geometria. Nos últimos 20 anos, várias destilarias passaram a utilizar dornas de fermentação com uma parte inferior cônica desenhada pela Fermentec ao passo que dornas antigas ainda possuem o fundo côncavo. O número e o tamanho também variam, e em geral as destilarias possuem 6-7 dornas de fermentação com capacidade para 0,5-3,5 milhões de litros cada (AMORIM et al., 2011). Estas diferenças nas dornas, mostos e processos de fermentação tornam cada destilaria única.

Devido ao fato das células de levedura serem recicladas várias vezes sob condições estressantes das fermentações industriais, se faz necessária uma seleção da população de leveduras em busca das melhores linhagens. Os fatores que afetam a população de leveduras variam de uma destilaria para outra, bem como dentro da mesma destilaria em momentos diferentes durante a safra. Além disso, linhagens de leveduras industriais estão sujeitas a uma competição com espécies de Saccharomyces selvagens e não-Saccharomyces (BASSO et al., 2008).

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Fermentec e AgTech Garage: parceria amplia potencial tecnológico

A Fermentec firmou parceria com a AgTech Garage, principal hub de inteligência e conexão entre startups e grandes empresa focado no seguimento Agro brasileiro. A AgTech Garage protagonizou iniciativas importantes para o ecossistema de startups e empreendedorismo do Agronegócio, como o AgTech Valley, movimento que reconhece e potencializa a região de Piracicaba como uma espécie de Vale do Silício para Agricultura e o “1º Censo AgTech Startups Brasil” publicado junto com a ESALQ/USP, entre outras iniciativas.  O objetivo da parceria com a AgTech Garage é a aproximação com as startups que tenham sinergia com os negócios da Fermentec.

Henrique Amorim Neto, presidente da Fermentec, e o Chief Ecosystem Officer da AgTechGarage, José Tomé

Pioneira no desenvolvimento e na difusão de tecnologias para a produção de bioenergia e açúcar, a Fermentec sempre atuou lado a lado com centros de pesquisa e universidades do Brasil e do exterior buscando sempre a pesquisa aplicada, ou seja, trazer a ciência para dentro das empresas para gerar novos produtos, serviços e resultados. Essas parcerias permitiram o desenvolvimento de soluções revolucionárias para a produção de etanol, como a utilização de leveduras selecionadas na fermentação alcoólica por meio das análises da cariotipagem e do DNA mitocondrial, cromatografia para medir o rendimento da fermentação e também o balanço de açúcar de toda a usina, dentre outras tecnologias que estão presentes nas maiores e mais competitivas usinas do Brasil.

Seguindo esta direção, que conduziu seu trabalho ao longo de seus 40 anos, a Fermentec agora caminha junto com as startups, empresas pequenas, mas que são altamente tecnológicas e desafiam as grandes corporações em um cenário de transformação chamado de a Quarta Revolução Industrial “O que estamos vivendo é uma nova Revolução Industrial e quem não se adaptar ao ritmo do dinamismo das startups e dos avanços tecnológicos vai perder espaço”, afirma o presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto.

As mudanças que estão impactando a indústria automotiva, saúde, educação, entre tantos outros setores, também chegaram com força ao agronegócio. Portanto, o investimento em qualificação para a automatização de processos, de interpretação de dados, de precisão nas medições, é e será primordial e a sinergia com as startups vai contribuir de forma decisiva “essa integração vai potencializar ainda mais as nossas inovações e o resultado será as soluções chegando mais rápido aos nossos clientes de forma rápida, eficaz e simples”, ressalta Amorim Neto.

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Fermentec apresenta suas tecnologias em eventos pelo Brasil

Usina referência no Seminário da Stab

Usinas que se destacam e alcançam resultados expressivos em seus processos investem continuamente em tecnologia, em controles de medição e em novas metodologias. Foi o que mostrou o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto, em sua palestra durante o 18º Seminário Brasileiro Agroindustrial – Usina do Conhecimento, realizado pela Stab, em Ribeirão Preto, SP.

Palestra de Henrique Amorim Neto durante o Seminário Brasileiro Agroindustrial da Stab

Henrique Neto apresentou diversos dados das usinas clientes da Fermentec mais bem avaliadas e explicou os motivos do sucesso. Segundo ele, as unidades com maiores índices RTC (recuperado total corrigido) buscam excelência em todos os parâmetros “essas usinas são boas em tudo que fazem. Investem para elevar o teor alcoólico da fermentação, para melhorar sempre a qualidade da matéria-prima, fazem um controle preciso de todos os custos, enfim, elas se preocupam com todos os parâmetros que tenham impacto no RTC”, afirmou Henrique Neto durante a palestra com o tema Usina Referência.

Outro ponto abordado que tem levado as usinas a um novo patamar de eficiência é a automatização. Um estudo inédito da Fermentec comparou unidades cujos processos são automatizados (sem interferência humana), semi-automatizados, em que o funcionário realiza funções, como assepsia, controle da vazão do mosto, temperatura de dorna, entre outros, por meio de comandos em painéis de controle, e a forma manual, na qual as operações são feitas pelas pessoas sem recursos tecnológicos. O estudo comprovou a diferença nos resultados das usinas que utilizam sistemas automatizados “as unidades ganham eficiência em todos os parâmetros quando automatizam seus procedimentos e seus números em relação as que são semi-automatizadas ou manuais são impressionantes”, conclui o vice-presidente da Fermentec.

Workshop sobre etanol de milho em Goiás

Alexandre Godoy, do departamento de engenharia da Fermentec, foi a Itumbiara, GO, realizar um workshop sobre as vantagens do uso do milho na produção de etanol. As tecnologias da Fermentec já aumentaram o rendimento e reduziram o tempo de fermentação em usinas de etanol de milho do Canadá e Estados Unidos e agora todo este conhecimento está disponível para as unidades brasileiras trabalharem com fermentação de milho e caldo de cana em paralelo. Com a tecnologia StarchCane®, desenvolvida pela Fermentec, a usina pode utilizar as duas matérias-primas com os mesmos equipamentos industriais.

Workshop sobre etanol de milho foi realizado pela Fermentec em Itumbiara, GO

Nesta tecnologia, os sólidos são removidos antes da destilação, por isso a mesma coluna pode ser usada para produzir etanol, seja com milho ou cana. Esses sólidos removidos são os chamados DDGs, o subproduto do milho. É uma fonte de nutrientes, com alto valor agregado, utilizada para fazer ração animal que representa mais uma fonte de renda para as usinas “em nossos eventos estamos alertando os profissionais para esta grande oportunidade de negócio, que otimiza a capacidade industrial e diversifica os produtos. A boa notícia é que não são só cidades que estão próximas aos centros de produção de milho que podem ser beneficiadas. Usinas do Sul e Sudeste também podem utilizar milho na fermentação”, afirma Godoy.

Leveduras Personalizadas na BBest 2017

Marcel Lorenzi em Campos do Jordão, cidade que sediou o BBest 2017

As vantagens em produzir etanol com Leveduras Personalizadas foram apresentadas por Marcel Lorenzi na Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia na Bioenergia, a BBest 2017. No evento, realizado em Campos do Jordão, SP, Lorenzi destacou a rápida evolução destas variedades personalizadas, que hoje já são utilizadas por 18 destilarias no Brasil. Na chamada seleção dirigida pelo processo, a levedura é selecionada dentro da própria usina e reinserida no processo. Por estar totalmente adaptada às condições da usina, este tipo de levedura apresenta elevados índices de dominância e persistência quando comparadas a linhagens selecionadas, como PE2, CAT1, FT858L e Fermel®.

“A tendência é que as usinas invistam cada vez mais em suas próprias leveduras. Por meio de monitoramento da população de leveduras com análises de DNA mitocondrial e cariotipagem é possível chegar em uma linhagem sob medida que garanta retorno na eficiência industrial”, afirma Marcel Lorenzi. Atualmente, as Leveduras Personalizadas já são responsáveis pela produção de 8,1% do etanol do Brasil(dados da safra de 2016).

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Monitoramento de leveduras é tema de workshops da Fermentec

A Fermentec está promovendo workshops gratuitos para alertar os colaboradores de destilarias sobre a importância do monitoramento de leveduras durante a fermentação. No mês de setembro, três cidades receberam os eventos: Ribeirão Preto, SP, Maringá, PR, e São José do Rio Preto, SP. A levedura é a alma da fermentação e utilizar uma linhagem de boa qualidade, com viabilidade, persistência e dominância no processo é a chave para garantir uma produção eficiente de etanol.

monitoramento de leveduras workshop Fermentec Maringa

Workshop realizado para profissionais de destilarias no dia 12 de setembro em Maringá, PR.

Mas como saber se as leveduras que estão no processo são realmente as mais adequadas? Para ter acesso a dados confiáveis e saber se a fermentação está eficiente é fundamental contar com metodologias de monitoramento de leveduras, que atualmente estão muito avançadas a um custo acessível. Com essas metodologias também é possível identificar novas leveduras de qualidade para o processo industrial.

Durante os workshops, os colaboradores da Fermentec mostram porque as leveduras devem ser monitoradas, a escolha da metodologia para avaliar os processos, como é feita a seleção de leveduras e, principalmente, o impacto financeiro com a redução de custos que a destilaria pode alcançar com uma estrutura mais otimizada.

Metodologias de monitoramento de leveduras fornecem dados detalhados

Segundo a coordenadora de pesquisas em fermentação e seleção de leveduras da Fermentec, Silene de Lima Paulillo, existe um enorme potencial para muitas usinas aumentarem suas margens de lucro de forma expressiva com o acompanhamento das leveduras “os custos com análises e seleção de leveduras são muito baixos levando em conta as vantagens que elas proporcionam ao processo industrial. Hoje várias usinas já usam suas próprias leveduras, as linhagens personalizadas que trabalham sob medida para suas indústrias. Atitudes tão simples e acessíveis podem ser adotadas para explorar esse potencial que vem sendo perdido”, afirma Silene.

monitoramento de leveduras workshop Fermentec numeros

Impacto econômico nos custos de usina que utiliza levedura personalizada (produção de 100.000 metros cúbicos de etanol)

A técnica de cariotipagem faz a análise dos cromossomos de uma levedura e permite a identificação de novas linhagens ou de variantes de leveduras já conhecidas que podem ser mais robustas, tolerantes e adaptadas ao processo. Esta técnica é mais vantajosa que a genotipagem, já que enquanto a primeira analisa entre 200 mil a 2 milhões de bases, a segunda apresenta uma análise inferior, entre 100 a 5 mil bases de cromossomos. A cariotipagem, aliada à análise do DNA mitocondrial, fornece informações precisas e valiosas para o processo “O objetivo agora é fazer mais workshops como este pelo Brasil para explicar detalhadamente como funcionam as análises e seus impactos na fermentação”, conclui Silene.

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Curso de cerveja artesanal reúne colaboradores na Fermentec

Um curso de cerveja artesanal foi realizado na Fermentec nos dias 29 e 30 de setembro. Ministrado por Alexandre Godoy, Camila Carazzato e Rafael Basso, o curso foi exclusivo para os colaboradores da Fermentec e contou com uma introdução histórica desde a descoberta ao acaso da cerveja e toda sua evolução até os dias de hoje. Depois foi passada toda a teoria do processo de produção da cerveja, da preparação do grão ao envase da bebida.

curso de cerveja artesanal Fermentec Alexandre Godoy

Alexandre Godoy contou a história da cerveja e falou sobre os ingredientes para a fabricação da bebida

curso de cerveja artesanal Fermentec participantes

Curso foi realizado em um dos laboratórios da Fermentec para os colaboradores

No segundo dia, chegou o momento de vivenciar e acompanhar cada etapa de produção de uma legítima cerveja artesanal “As cervejarias contam com processos automatizados, mas aqui mostramos o processo da forma o mais artesanal possível para os colaboradores perceberem o que é feito a cada passo. A ideia é oferecer esse curso também ao público externo da Fermentec”, afirmou o vice-presidente da Fermentec, Henrique Amorim Neto.

curso de cerveja artesanal Fermentec malte e trigo

Adição do trigo e do malte no início do processo de produção da cerveja

No curso foram produzidos 20 litros de cerveja estilo Weiss utilizando trigo maltado e malte Munich. O primeiro passo foi fazer a mostura, que é uma espécie de “fervura” do trigo e do malte (a temperatura máxima da água chega a 78 graus, por isso ela não chega a ferver). A temperatura é elevada gradualmente e as enzimas vão agindo para quebrar o amido, que serão transformados em açúcar para a fermentação. Depois é feita toda a filtração e lavagem da mostura para absorver o açúcar residual e obter o máximo aproveitamento possível da matéria-prima.

curso de cerveja artesanal Fermentec filtracao e lavagem

Etapa de lavagem para aproveitar o máximo do açúcar do trigo e do malte

Terminada esta etapa, chega o momento de adicionar o lúpulo. Primeiro é feita a adição do lúpulo do amargor e, após uma uma hora de fervura, é acrescentado o lúpulo do aroma. Para remover as partículas sólidas que sobraram na etapa anterior é feito o whirpool, ou seja, mexer o líquido de forma circular para formar o redemoinho, que vai decantar os sólidos residuais.

curso de cerveja artesanal Fermentec lupulo

Após a adição do lúpulo mosto ferve por uma hora antes das etapas do resfriamento e da fermentação

Para encerrar a primeira fase da preparação, o mosto passa pelo resfriamento e está pronto para receber as leveduras que farão a fermentação, a transformação do açúcar em álcool, gás carbônico e outros compostos que vão conferir sabor e aroma à cerveja. Depois de passar quatro dias fermentando, a cerveja passará pela maturação, período em que fica armazenada em baixas temperaturas que variam entre 0  e 4 graus para o refinamento do sabor. Esta cerveja vai maturar por dois meses, mas esse período varia de acordo com cada processo de fabricação e, finalmente, receberá o gás e será envasada para consumo e ser saboreada por seus apreciadores.

Curiosidades sobre a cerveja:

- Surgiu há mais de 6 mil anos A.C., antes do vinho, e ao acaso. Cevada ou pão foram deixados em vasos e, em contato com a umidade, passaram por uma fermentação natural. As pessoas que beberam aquela mistura se sentiram alegres e eufóricas;

- Na antiguidade eram as mulheres que produziam cerveja;

- Foi uma mulher que descobriu a utilidade do lúpulo na cerveja, a freira Hildegard von Bingen (1098-1179);

- Os sumérios, povo que vivia na antiga Mesopotâmia, descobriram a escrita e um dos motivos foi para guardar as receitas de cerveja;

- As primeiras versões do ar condicionado foram desenvolvidas para refrigerar e conservar a cerveja.

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Vinhaça concentrada: Altferm® potencializa ação do concentrador

A vinhaça concentrada é um dos objetivos a serem alcançados pelas usinas atualmente. Muitas unidades trabalham e alteram seus processos para reduzir ou concentrar o volume de vinhaça e as razões são diversas:

Social: a distribuição da vinhaça próxima a centros urbanos causa incômodos com mau cheiro e com a proliferação da mosca dos estábulos, que no ano passado deu prejuízo de R$ 1 bilhão para a pecuária;

Ambiental: a aplicação em excesso de vinhaça pode contaminar rios, córregos e lençóis freáticos, bem como saturar o solo;

Legal: No Estado de São Paulo, por exemplo, uma norma da Cetesb limita a quantidade de vinhaça a ser utilizada na fertirrigação;

Econômica: alto custo de disposição com transporte e aplicação. A fertirrigação demanda mão de obra, gasto energético e custo logístico.

Para obter essa vinhaça concentrada, muitas usinas estão optando pela instalação do sistema de concentração de vinhaça, composto por evaporadores em múltiplos estágios. À primeira vista é uma boa opção, porém, por ser de equipamentos de grande porte e construído totalmente em aço inoxidável, este sistema demanda de alto custo de instalação, de manutenção e apresenta grande consumo de vapor. Para potencializar sua utilização e compensar o investimento, é possível reduzir o volume da vinhaça antes de sua chegada ao concentrador por meio da  tecnologia Altferm®.

Vantagens da tecnologia Altferm que pode ser utilizada com outros equipamentos para se obter uma vinhaça concentrada

Hoje, para produzir um litro de etanol uma destilaria gera em torno de 12 litros de vinhaça (média de 8% de teor alcoólico). Já uma fermentação com 12% de teor alcoólico gera em torno de 7,3 litros de vinhaça/L etanol. “É importante ressaltar que a Fermentec não é contra a  instalação do concentrador de vinhaça, mas orienta que a vinhaça deve chegar até ele com menor volume possível”, afirma Guilherme Marengo Ferreira, da engenharia de processos da Fermentec.

Assim, em um primeiro momento, a usina busca ao máximo a elevação do teor alcoólico do vinho, depois faz o aquecimento indireto da coluna de destilação, na sequencia otimiza o balanço hídrico do processo fermentativo e, por fim,  se necessário, parte para a instalação do concentrador de vinhaça “Essas decisões devem ser tomadas de forma holística dentro de uma visão agroindustrial, uma vez que os investimentos para reduzir o volume de vinhaça serão feitos na indústria, contudo o maior beneficiário será o setor agrícola”, reforça Marengo.

O BNDES possui uma linha de crédito para financiamento da tecnologia Altferm®. Acesse o vídeo na página da Fermentec no Facebook e saiba mais!

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Etanol de milho apresenta grande potencial para usinas do Centro Sul

O etanol de milho já é realidade em cinco usinas do Centro Oeste do Brasil. Os Estados Unidos fazem etanol de milho há mais de quarenta anos, produzem o dobro do combustível em relação ao Brasil e o processo, toda a parte bioquímica, foi baseada na fermentação com caldo de cana. A Fermentec presta consultoria há 31 anos para destilarias que utilizam milho e sorgo no Brasil e no exterior.

O etanol de milho e a tecnologia StarchCane foram os temas da palestra de Alexandre Godoy durante a Reunião Anual da Fermentec

O etanol de milho e a tecnologia StarchCane foram os temas da palestra de Alexandre Godoy durante a Reunião Anual da Fermentec

Apesar da grande produção de milho no país (em junho de 2017 foi registrado superávit de 33 milhões de toneladas do grão), as destilarias brasileiras ainda não aproveitam todo esse potencial. E o mais surpreendente é que não são só unidades de Mato Grosso e Goiás que podem se beneficiar com as safras de milho. Existe um horizonte com grandes oportunidades para destilarias do Estado de São Paulo e região Sul produzirem etanol de milho. É o que afirma Alexandre Godoy, da Fermentec.

A COP 21 prevê uma demanda de 50 bilhões de litros de etanol até 2030. Desde 2007/08 há estagnação na moagem da cana e o mix está cada vez mais açucareiro, tornando muitas destilarias ociosas.

Etanol de milho e as oportunidades para o Centro Sul

Assim, abre-se uma enorme possibilidade para suprir a demanda de etanol utilizando o milho. A tecnologia StarchCane®, desenvolvida pela Fermentec, permite às destilarias do Brasil produzirem etanol de milho e cana de forma paralela e apresenta vantagens em relação ao método tradicional, utilizado nos Estados Unidos e Canadá.

No processo convencional a fermentação dura de 55 a 65 horas. É preciso propagar levedura diariamente e a destilação é feita com sólidos em coluna específica. Já o StarchCane® utiliza o creme de leveduras da fermentação da cana e seu excedente é inoculado na fermentação. Por isso, a fermentação é mais rápida e leva de 20 a 30 horas. Os sólidos são removidos antes da destilação, então pode ser usada a mesma coluna do etanol de cana para a destilação.

Uma das grandes vantagens econômicas do etanol de milho é seu subproduto, o DDGS. Apesar de ser chamado de subproduto, o DDGS possui alto valor agregado. Rico em proteínas, é amplamente utilizado em ração animal para bovinos, suínos, aves e peixes e pode substituir 100% do farelo de soja e 50% do farelo de milho na fabricação da ração.

Da produção nacional de milho, 43% corresponde ao centro oeste, 30% à região sul e 13% ao sudeste. Além da matéria-prima disponível no centro sul, é possível “interceptar” a carga com origem no centro oeste em seu caminho ao porto de Santos, reduzindo os custos com o frete. Assim, estados como São Paulo e Paraná podem elevar a produção de etanol e ainda vender o DDGS para a pecuária destes estados que têm grande peso no cenário econômico nacional “É um processo totalmente flexível em todos os sentidos. O retorno dos investimentos pode chegar em até 1,5 anos. Possui  menor capex  e opex quando comparados aos processos mais eficientes existentes. Ou seja, é uma tecnologia extremamente atrativa”, conclui Godoy.

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Fermentec faz 40 anos e comemora avanços no setor sucroenergético

Quanto conhecimento cabe em 40 anos? O fundador da Fermentec, Henrique Vianna de Amorim, fez um relato emocionado com passagens, histórias e mostrou todo o trabalho de pesquisa e transferência de tecnologia executado ao longo de quatro décadas na abertura da 39ª Reunião Anual realizada nos dias 19 e 20 de julho em Ribeirão Preto. A empresa de Piracicaba desenvolve metodologias e transfere tecnologia para processos em fermentação alcoólica (produção de etanol), fabricação de açúcar, engenharia, entre outras atividades industriais.

Enquanto contava sua história, Amorim aproveitou para homenagear pessoas que o ajudaram e contribuíram para que a Fermentec se tornasse essa referência em tecnologia para o setor.

Mesmo ausente por conta de uma viagem, Maurílio Biagi Filho, foi homenageado e enviou um vídeo de agradecimento

A ciência percorre a vida de Amorim desde a infância e foi o grande motor de sua atividade profissional. Mais de 10 anos de pesquisas em qualidade do café e a carreira acadêmica como diretor do departamento de bioquímica da Esalq/USP deixaram o professor Amorim “treinado”, como ele mesmo diz, para se aprofundar cada vez mais em pesquisa aplicada. O ano de 1975 é o marco do que viria a ser a Fermentec, quando foi convidado por Maurílio Biagi, da usina Santa Elisa, a trabalhar no incipiente Proálcool. Junto com Cícero Junqueira (Vale do Rosário) e Pedro Biagi (Usina da Pedra), Maurílio formou um grupo empresarial com maciços investimentos em pesquisa e desenvolvimento sob o comando de Henrique Amorim. Em 1980, mais uma usina entra para o portfólio, a Costa Pinto, liderada por Celso Silveira Mello e Rubens Ometto Silveira Mello.

Dona Lena, Celso, Cícero Junqueira e família

Pedro Biagi Neto

Celso Silveira Mello Filho

Luis Biagi, que colaborou na criação do nome e da marca Fermentec

É o início de uma busca voraz pelo conhecimento, que contou com grande apoio de seu professor da Esalq, José Paulo Stupiello, para se aprofundar nos estudos com açúcar e etanol. O setor sucroalcooleiro tinha pressa e para dar conta de destravar tantos gargalos existentes na indústria Amorim convidou para trabalhar com ele seu ex-aluno da pós-graduação, Edvaldo Zago, para colaborar na parte química, e Antonio Joaquim de Oliveira, estudioso de bactérias, uma área vital para combater a contaminação no processo de fermentação alcoólica. Essa tríade fundou, em 1977, a Fermentec.

O ex-professor da Esalq José Paulo Stupiello

Edvaldo Zago

Antonio Joaquim de Oliveira

Suely de Marco, assistente de Henrique Amorim desde o início

O aumento da eficiência na produção de etanol com as tecnologias desenvolvidas pela Fermentec fez saltar o número de usinas clientes de três, em 1977, para 25 em 1983. O ano de fundação da empresa coincide com o nascimento do primeiro filho de dona Vera e Henrique Amorim, o atual vice-presidente da Fermentec, Henrique Berbert de Amorim Neto. Tudo caminhava bem, família, sucesso, reconhecimento por tanto esforço, quando Amorim sucumbe a uma depressão que durou três anos, mas sua capacidade de superar desafios na ciência se fez presente em sua vida pessoal.

Luiz Carlos Basso, professor da Esalq e parceiro das pesquisas da Fermentec

Teimoso, resiliente ou qualquer outra classificação que se dê a quem é obstinado fez o professor Amorim evoluir no conhecimento das leveduras, fungos responsáveis pela transformação do açúcar em etanol. Após tantas conquistas e superação de obstáculos, o que esperar para os próximos quarenta anos? “O sentimento é de certeza que nossos 14 sócios e suas equipes vão continuar investindo 20% ou mais do faturamento da Fermentec em pesquisas, transferindo tecnologia para o setor sucroenergético e contando com trabalhadores qualificados que desenvolverão suas atividades com excelência”, finalizou Amorim.

A esposa Vera Lucia Amorim foi surpreendida com a homenagem

Ao término da solenidade todas as usinas com mais de quinze anos de relacionamento com a Fermentec foram homenageadas como um gesto de gratidão pela parceria e pela grande contribuição em servirem como autênticos centros de pesquisas que promoveram tantos avanços para as indústrias, famílias, comunidades e, consequentemente, para a economia do Brasil.

Representantes de usinas parceiras da Fermentec há mais de quinze anos também receberam um reconhecimento

A Reunião Anual é realizada anualmente em Ribeirão Preto, um dos maiores polos sucroenergéticos do Brasil, e reúne profissionais de usinas e destilarias clientes da Fermentec do país e exterior. O programa conta com palestras que traz os avanços recentes para o setor e uma feira com estandes de fornecedores de tecnologias e equipamentos para as unidades.

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Laboratório da usina. Como será no futuro?

Atualmente no laboratório de uma usina os analistas utilizam boa parte do tempo na parte operacional, manipulando e coletando amostras. Com isso acaba sobrando pouco tempo para fazer uma análise crítica dos resultados e fazer todas as verificações necessárias sobre a confiabilidade da amostra.

Na Reunião Anual da Fermentec, Eduardo Borges mostrou como será um laboratório de usina no futuro

Já existem tecnologias que tornam possível um robô manipular pipeta ou uma solução, pesar cana, etc. Mas o laboratório do futuro não vai envolver só automação. Implica em otimizar recursos e integrar de forma mais efetiva o laboratório com a parte operacional. O laboratório da usina do futuro terá que agregar valor ao processo, segundo Eduardo Borges, da Fermentec.

Laboratório da Esalq/USP no início do século passado

Laboratório de usina na atualidade. Apesar da evolução, coleta e preparo de amostras ainda demandam muito tempo do analista

No laboratório da usina do futuro a automatização de processos vai liberar mais tempo para o analista fazer uma análise crítica das amostras e dos resultados

Borges acredita que a nova realidade destes laboratórios será baseada em cinco pilares:

– Medir o que deve ser medido. Tem que ser medido o que interessa, o que vai ajudar a reduzir perdas. Se não agregar valor, não é preciso medir;

– Medir na frequência necessária, nem mais, nem menos. Em 2014, a Fermentec lançou circular para otimizar a frequência analítica e melhorar a eficiência dos laboratórios;

– Capacitação de operadores. Equipamentos portáteis e instrumentação moderna permitem tirar as análises do laboratório e levar para a produção. Já existem equipamentos para fazer determinações na indústria e na parte microbiológica;

– A amostragem toma tempo do analista. Em uma usina são mais de 20 pontos de amostragem. A Fermentec tem um projeto de engenharia em que em vez do analista sair em busca das análises, elas é que chegam ao laboratório. Envolve processos de assepsia e a coleta conservada, sem a interferência de contaminação;

– Instrumentações analíticas e modernas aliadas a equipamentos automatizados, em especial a cromatografia. Também deve ser destacada a utilização da tecnologia NIR, que a Fermentec trabalha desde a década de 90, que permite a obtenção de resultados rápidos. Tem que ser bem calibrado com verificações periódicas;

Automação das análises

Já existem diversos equipamentos que podem auxiliar no dia a dia do laboratório que fazem, por exemplo, diluição das amostras, análise de cor e turbidez no açúcar. O titulador automático é muito comum em laboratórios de outras áreas, mas ainda raro em usinas. Para a microbiologia existe um equipamento que faz a contagem de leveduras. Mas toda essa otimização do laboratório não irá agregar valor se os dados forem transcritos de forma manual. Por isso será fundamental a utilização de softwares em que os dados já são inseridos no sistema de forma automática para um completo gerenciamento.

“Não será a automação que vai resolver todos os problemas, mas sim a forma do colaborador pensar e dar solução a eles. O laboratório do futuro reduzirá desperdícios, trará resultados mais confiáveis e permitirá tomadas de ações rápidas e assertivas”, finaliza Eduardo Borges.

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